Produção petrolífera em baixa, propaganda em alta

Produção petrolífera em baixa, propaganda em alta - Folha 8

A produção de petróleo em Angola não deve ficar muito acima dos 1,8 milhões de barris por dia no próximo ano, sendo por isso “difícil de perceber” (a não ser à luz da propaganda) a previsão de 10,7% de crescimento para este sector, escreve a revista The Economist. Os peritos da unidade de análise económica (Economist Intelligence Unit) da revista britânica lembram que em Setembro a Agência Internacional da Energia previu que Angola iria tornar-se o maior produtor de petróleo na África subsaariana em 2016, “ultrapassando a Nigéria por causa…

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Falar de crescimento de 9,7% é vender gato por candimba

Falar de crescimento de 9,7% é vender gato por candimba

O badalado crescimento de 9,7% para o próximo ano em Angola, previsto no Orçamento Geral do Estado, “serve mais para promover a imagem externa e atrair investimento externo” do que para descrever a realidade, considera a Economist Intelligence Unit (EIU). Apropósito do OGE para o próximo ano, os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist consideram que “Angola gosta de promover a sua imagem no exterior para atrair investimentos internacionais, e habituou-se a ser associada globalmente como uma das economias de África que mais cresce”, por…

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Alguma vez o Governo cumpriu o OGE?

Alguma vez o Governo cumpriu o OGE? - Folha 8

O Orçamento Geral do Estado de Angola para 2015 aumenta a despesa em programas sociais e corta na Administração Pública e na defesa e ordem pública, reflectindo prioridades acertadas mas de difícil concretização, considera a Economist. Ou seja, tudo vai continuar na mesma. Bons diagnóstico, péssima medicação. Num comentário aos números já conhecidos do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o próximo ano, os peritos da unidade de análise económica (Economist Intelligence Unit – EIU) da revista britânica The Economist explicam que “o orçamento para 2015 reflecte algumas mudanças às…

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Sem capacidade para dar luz a quem precisa

Sem capacidade para dar luz a quem precisa - Folha 8

Angola precisa de mais do que duplicar a capacidade de produção de electricidade instalada no país, para cerca de 5.000 MegaWatts (MW), para responder a um crescimento de 12% ao ano no consumo, segundo o Governo. Os números foram transmitidos pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, em declarações à agência Lusa, admitindo que a actual potência instalada, de 2.162 MW, não é suficiente para responder aos pedidos actuais. “E estes números não incluem fontes térmicas privadas (geradores) que as pessoas usam para garantir o fornecimento próprio, porque…

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Dipanda. Melhor seria missão (im)possível

Dipanda. Melhor seria missão (im)possível - Folha 8

O Presidente de Angola, há 35 anos no poder sem nunca ter sido nominalmente eleito, José Eduardo dos Santos, defende com toda a propriedade e legitimidade que se lhe reconhece, que “não pode ser tolerado o ressurgimento dos golpes de estado em África”. Por Orlando Castro Tem toda a razão. Aliás, a democraticidade do seu regime e a legitimidade do seu mandato são prova disso. Como bem estabelecem os donos do mundo, há ditadores bons e maus. Daí que só os maus devam ser derrubados. Não é, obviamente, o caso…

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Diamantes? A raposa está dentro do galinheiro

Angola assume esta semana a presidência do "Processo Kimberley", entidade internacional que certifica a origem de diamantes, tal como o Folha 8 noticiou no passado dia 28 de Outubro.

Angola assume esta semana a presidência do “Processo Kimberley”, entidade internacional que certifica a origem de diamantes, tal como o Folha 8 noticiou no passado dia 28 de Outubro. Angola assume a presidência na sexta-feira, em reunião plenária daquela organização, agendada para Guangzhou, na China, na presença do ministro angolano da Geologia e Minas, Francisco Queiroz. A produção diamantífera é uma das principais fontes de receitas em Angola, depois do petróleo, tendo o Estado arrecadado mais de 52 milhões de euros em impostos directos sobre estas vendas, entre Janeiro e…

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Fonética e grafia dificultam harmonização das línguas bantu

Fonética e grafia dificultam harmonização das línguas bantu

Angola pretende harmonizar a escrita das línguas bantu nacionais com as dos restantes países africanos com origens naquele grupo étnico, mas o processo, iniciado em 2002, tem sido dificultado pela fonética e diferentes grafias existentes. Em declarações à imprensa, o director-geral do Instituto de Línguas Nacionais angolano, José Domingos Pedro, explicou que têm sido realizados seminários, com a participação de especialistas estrangeiros, como os da vizinha Namíbia, para estudar diferentes experiências nesta matéria. “Outros países que integram a zona bantu já fizeram esse trabalho e Angola é que até agora…

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A “pêrcentage” nos negócios

A “pêrcentage” nos negócios - Folha 8

Há alguns, não muitos, anos, numa escala de trânsito no aeroporto internacional de Newark, para uma viagem intercontinental, encontrámos um dos Burrocratas do Reigime de Angola. Ele fazia-se notar pela lenga-lenga de propaganda, tentando vender banha da cobra, numa gabarolice pacóvia. Por Domingos Kambunji Em pleno Verão, com o calor húmido de New Jersey, os outros passageiros trajavam roupas leves, informais, práticas e adequadas para quem iria estar fechado no interior de um avião, num voo demorado. O Burrocrata estava fardado de fato escuro, camisa branca e gravata muito vermelha,…

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Jorge Sampaio e os amigos do MPLA

Jorge Sampaio e os amigos do MPLA - Folha 8

Jorge Sampaio é uma personalidade incontornável da vida política democrática em Portugal. Foi, aliás, presidente da República (eleito) entre 1996 e 2006. Em 2012 afirmou, em Lisboa, que “Angola é um grande país com um futuro promissor”. Por Orlando Castro Num programa de opinião da RTP que, curiosamente, se chamava Avenida de uma coisa que Angola não tem – Liberdade, Jorge Sampaio disse que, “do ponto de vista económico, sem dúvida que Angola é um país com grande futuro, porque as taxas de crescimento assim o demonstram. O crescendo da…

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Escola à Distância? Ver para crer

Escola à Distância? Ver para crer - Folha 8

O programa do Ministério da Educação denominado Escola à Distância foi hoje, sexta-feira, em Luanda, considerado ambicioso e inovador, por desenvolver material e métodos pedagógicos como uma nova conclusão do I ciclo do ensino secundário. A consideração é do Secretario de Estado da Educação, Narciso Benedito, quando falava no âmbito da apresentação do mesmo, acrescentando ser uma nova e grande oportunidade para jovens e adultos. O projecto é um sistema de auto-aprendizagem que conta com material pedagógico desenvolvido para o efeito, concebido de forma sincronizada e periódica em computadores pessoais…

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