RACISMO É RACISMO, SEJA PORTUGUÊS OU ANGOLANO

A activista social angolana e promotora da marcha contra a imposição de penteados nas escolas, Arminda Milena Ernesto, defendeu hoje que é preciso “desmistificar” o problema do uso de cabelo crespo e promete continuar a lutar contra o “racismo capilar”, culpando os colonos portugueses que já cá não estão há 47 anos. Por Orlando Castro (*) Arminda Milena Ernesto, em declarações à agência Lusa, manifestou a sua indignação sobre os regulamentos internos de algumas escolas sobre o uso de cortes de cabelo, que associou a uma imposição de valores associada…

Leia mais

OS ANGOLANOS QUISERAM E QUEREM, MAS…

“A UNITA será poder em Angola no dia em que os angolanos o quiserem. Porque a UNITA é pertença do povo angolano”. Quem terá dito isto? Poderia, creio eu, ter sido Jonas Savimbi, mas foi Anastácio Sicato em entrevista ao Notícias Lusófonas, publicada em 26 de Junho de 2006. Por Orlando Castro Anastácio Sicato acrescentava: “No nosso país, o processo de democratização é irreversível. Ora, a alternância de poder é uma característica inerente aos sistemas democráticos”. Tirando a esperança idílica de que em Angola a “democratização ser irreversível”, o que…

Leia mais

CAVIAR OU PEIXE PODRE?

Estávamos em 2011. A Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) sobre a intolerância política na Província do Huambo não tinha dúvidas e, é claro, nunca se enganava. Assim sendo, ficou “provado” que “não foi provada a acusação da UNITA segundo a qual teria havido alguma orientação por parte do governador, dos administradores Municipais e Comunais e das autoridades tradicionais, com o fim de promover a intolerância política”. Não. Não é engano. Foi em 2011. Hoje estamos em 2022. Por Orlando Castro A democracia é isso mesmo. A referida CPI, presidida pelo…

Leia mais

NÃO BASTA TER UM PIANO PARA SER MÚSICO

Ao tentar compreender, a partir do exemplo da Presidente do Tribunal Constitucional ou do procurador-geral de Angola, as razões pelas quais os nossos magistrados (também) têm o cérebro ligado aos intestinos do presidente do MPLA, esbarrei no texto que se segue e que publiquei em 2011. Qualquer semelhança com o que se passa, 11 anos depois, em Angola é, ou não, mera coincidência. Por Orlando Castro Em 2011, o procurador-geral da República de Portugal, Pinto Monteiro, afirmou que o copianço de futuros magistrados num teste é “eticamente censurável, lamentável e…

Leia mais

“VOTEI JOÃO LOURENÇO E NÃO MPLA”

David Mendes, diz que “votou em João Lourenço e que nunca votaria no MPLA”. Brilhante. Quase dá a ideia de que em Angola há eleições legislativas e presidenciais que, se existissem, poderiam fazer com que os eleitores votassem, por exemplo, na UNITA para o Parlamento e em João Lourenço para presidente. Mas não existem. Assim sendo, o veredicto é simples: Para David Mendes ser um mamífero quadrúpede da família dos equídeos só lhe faltam as penas. Mas como estes “equus asinus” não têm penas, não lhe falta nada. Por Orlando…

Leia mais

(FAL)CÃO VIRA-LATAS DO MPLA

Rui Falcão, (com)provando que é um dos mais inequívocos exemplos dos militantes do MPLA que têm o cérebro ligado aos intestinos, e na perspectiva de vir a ser ministro no novo governo de João Lourenço (para o qual já terá sido convidado), secretário para a Informação e Propaganda do MPLA (no poder há 47 anos) pediu hoje às autoridades judiciais que responsabilizem criminalmente a UNITA por apresentar “documentos falsificados” nas suas alegações de contencioso eleitoral junto do Tribunal Constitucional do MPLA. Por Orlando Castro (*) Rui Falcão, que falava hoje…

Leia mais

SABER O QUE SE PASSA E ESTAR CALADO É CRIME

Mostrando que, como acontece com a TPA, por exemplo, têm o cérebro ligado aos intestinos, muitos jornalistas portugueses dizem, em síntese, que “colectivo de juízes indefere providência cautelar da UNITA”. Esquecem-se, contudo, de dizer que dos 11 juízes 10 são do MPLA. Se fossem vegetar no seu ambiente natural, as latrinas cheias de merda, o ambiente seria muito mais puro. Por Orlando Castro “A liberdade de expressão exige um nível de responsabilidade acrescido e uma maior literacia mediática, que possibilite a cada cidadão distinguir o tipo de informação que consome.…

Leia mais

NÃO HÁ CORAGEM SEM RISCOS

Em Outubro de 2021, João Lourenço afirmou esperar que Isaías Samakuva, a quem o MPLA tinha ordenado que voltasse à presidência da UNITA depois de ter afastado Adalberto da Costa Júnior, tivesse “vindo para ficar” (posse como conselheiro da República). Por Orlando Castro João Lourenço disse-o conscientemente perante alguém que deveria ter tido a coragem “savimbista” de renunciar a este direito, como deveria ter tido a coragem de não aceitar voltar à liderança da UNITA. Coragem não era propriamente uma qualidade de Samakuva. Hoje os angolanos começam a ter dúvidas…

Leia mais

O QUE MARCELO PENSA (MAS NÃO DIZ): VIVA O MPLA, ABAIXO A UNITA

“A minha experiência de muitos anos de vida e muitos anos de vida política é que o fundamental é olhar para os povos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa a propósito do “irritante” com Jair Bolsonaro. Pois é. E quando os povos são os, por exemplo, de Angola e não apenas os do MPLA? Por Orlando Castro Os ideólogos do regime do MPLA e os políticos portugueses entendem, em grande parte por culpa nossa, que todos os que não têm cartão do MPLA são matumbos. E se por cá se fomenta…

Leia mais

FRACO LÍDER FAZ FRACA A FORTE GENTE!

João Lourenço tornou regra de ouro no seu (mau) reino que a liberdade dos jornalistas tem de acabar onde começa a do seu (mau) MPLA, seja em Angola ou noutros países (caso do seu protectorado socialista que dá pelo nome de Portugal), entendendo que a sua liberdade não tem limites. E não faltam seguidores, não só no MPLA, não só em Portugal. Por Orlando Castro Por alguma razão, há já bastante tempo mas sempre com plena actualidade, António Barreto – prestigiadíssimo sociólogo português – disse de José Sócrates aquilo que…

Leia mais