O combate pela autodeterminação de Cabinda encontra-se num ponto de viragem crítico. Após várias décadas de avanços e recuos, a causa cabindesa enfrenta um cenário geopolítico complexo, marcado pela estagnação diplomática, pela fragmentação de forças no interior como no exterior e por métodos de intervenção que já não respondem às exigências do século XXI. Por Osvaldo Franque Buela (*) ara alterar a relação de forças e inscrever verdadeiramente a questão de Cabinda na agenda internacional, a diáspora é chamada a protagonizar uma profunda rutura estratégica. O Diagnóstico de uma Mudança…
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SIMBOLISMO DE RESILIÊNCIA E CONTINUIDADE PARA A FLEC
Junho marca o aniversário da morte de Nzita Henriques Tiago, líder histórico e cofundador da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), que faleceu no dia 3 de Junho de 2016. Em Junho de 2026, completam-se 10 anos do seu desaparecimento físico. A efeméride serve habitualmente como um forte catalisador para a liderança da FLEC, onde figuras como o seu filho, e seu neto Jean-Claude Nzita, continuam activas reafirmar as reivindicações de autodeterminação para Cabinda, baseadas no Tratado de Simulambuco de 1885. Por Osvaldo Franque Buela (*) questão da sucessão…
Leia maisFLEC PEDE AJUDA A… DONALD TRUMP
A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) apelou a Washington, em particular o empenho do Presidente norte-americano, Donald Trump, a assumir papel de mediador activo na resolução da questão de Cabinda, divulgou hoje o movimento independentista. posição consta de um comunicado da FLEC, movimento que há mais de 50 anos reivindica a independência do território de Cabinda, “província” no norte de Angola devido à ocupação do MPLA e à cobardia do descolonizador (Portugal), de onde provém grande parte do petróleo angolano, evocando o Tratado de Similambuco, de 1885,…
Leia maisCABINDA. A MISSA AINDA NÃO FOI DITA MAS….
Sim, o destino de Cabinda ainda não está selado, porque a chama da resistência continua a arder e apesar da forte repressão de João Sabota Lourenço e do seu MPLA, porque a FLEC (nas suas várias facções) continua as suas acções militares, e os activistas civis continuam a expressar-se (correndo o risco de serem presos), demonstrando que o desejo de autodeterminação ainda não se extinguiu. Por Osvaldo Franque Buela (*) conflito de Cabinda não está resolvido; encontra-se apenas congelado e contido pela força do regime comunista e autoritário angolano, e…
Leia mais50 ANOS DEPOIS, O QUE QUER REALMENTE O POVO DE CABINDA?
Esta pergunta aparentemente banal, como outros dirão, é essencial de ser feita à luz de todos os debates que acompanhamos nas redes sociais, que por vezes resultam em insultos e outros nomes, mas aos quais devemos responder analisando as causas profundas que minam a nossa luta, sem nos afastarmos das problemáticas do conflito. Por Osvaldo Franque Buela (*) resposta concreta ao que o povo cabindense realmente quer é, do meu ponto de vista, cada vez mais complexa e dividida, dadas as divisões dos seus dirigentes, e reflecte-se directamente na crise…
Leia maisLIDERANÇA POLÍTICA E ASSOCIATIVA DE CABINDA
Para aprofundar o meu ponto de vista e desenvolver esta afirmação que é crucial, em relação à actual situação política e associativa do território que já está a ser assaltado por operações de charme eleitoral por parte de actores de partidos políticos angolanos, gostaria, em primeiro lugar, de desenvolver o que me surpreende na elite política e associativa angolana. Por Osvaldo Franque Buela (*) u já havia publicado aqui, no espaço “opinião” deste grande jornal (Folha 8, é claro!) que dá voz aos que não têm voz, no dia 24…
Leia maisCABINDA ENTRE A UNITA E O PRA-JA
Da forma como o actual contexto político se apresenta no espaço territorial, é perfeitamente plausível que Cabinda se torne palco de intensa disputa eleitoral entre a UNITA e o partido político de Abel Chivukuvuku nas próximas eleições angolanas, à excepção do MPLA que, pela sua má governação e insensibilidade face aos problemas cruciais do território, nunca mais faria parte do plano de voto da população local. Por Osvaldo Franque Buela (*) batalha eleitoral pelo voto da população de cabinda já está em curso e será interessante, sobretudo porque Abel Chivukuvuku…
Leia maisTUDO NA (TERRORISTA) PAZ DO MPLA
O Governo do MPLA que, violando o Direito Internacional, ocupou em 1975 o protectorado português de Cabinda, considera estável a situação na sua colónia de Cabinda e nega a existência de qualquer conflito armado no território, numa reacção ao anúncio de um cessar-fogo pelos independentistas da FLEC-FAC. uma nota de protesto, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social desmentiu o suposto cessar-fogo anunciado pela Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC), referindo que “a situação sócio-política e militar” no território “é…
Leia maisUNITA E CABINDAS PROCURAM UMA VERDADEIRA SOLUÇÃO DE PAZ?
Este mês de Abril pôs os Cabindas em estado de ebulição através das actividades políticas da UNITA, e tinha recentemente dito que a UNITA parecia ter-nos ouvido, respondendo com uma proposta que reflecte a sua visão, mas que era preciso fazer prevalecer o nosso próprio caminho e as nossas próprias expectativas em relação ao futuro, com todos aqueles que amam Cabinda e que possamos pôr um fim às nossas divisões e saber explorar ao máximo todas as iniciativas dos partidos políticos da oposição angolana, como a UNITA, e tirar os…
Leia maisUNITA “EXIGE FIM IMEDIATO” DO CONFLITO EM CABINDA
A UNITA (o maior partido da oposição que, a muito custo, o general João Lourenço ainda permite) anunciou que vai submeter ao Parlamento (do MPLA) um projecto de resolução para “exigir o fim imediato e incondicional das hostilidades militares” na “província” angolana de Cabinda e “início imediato das negociações de paz”. grupo parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola sustenta que a sociedade civil de Cabinda, os movimentos reivindicativos e a população querem e defendem o diálogo inclusivo para a resolução do problema político-militar e histórico de…
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