Obrigado leitores amigos

Gay Talese (esse perigoso inimigo do regime angolano) no livro “The Kingdom and the Power” (“O Reino e o Poder”), publicado em 1971, diz que “o papel da imprensa, numa democracia, é atravessar a fachada dos factos”. Por Folha 8 P ois é. Mas onde está a tese de que os jornalistas existem para dar voz a quem a não tem? Na verdade, não existe nas linhas de montagem de textos de linha branca nenhuma autonomia editorial e, ou, independência. E não existe sobretudo, mas não só, por culpa dos…

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Livres de barriga vazia ou escravos… com ela cheia?

(Quase) todos os jornalistas portugueses estão proibidos, ao abrigo de critérios editoriais (forma simpática para traduzir a censura dos donos dos jornalistas e dos donos dos donos) de falar sobre os crimes cometidos pelo regime de José Eduardo dos Santos. Por Orlando Castro A esmagadora maioria do que aparece na comunicação social (jornalismo é outra coisa) sobre este assunto resulta da reprodução pura e simples do que a Lusa põe em linha. Para além de ser fácil e barato, permite sempre a desculpa mais usada pelos néscios: “quem escreveu isso…

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Censura de facto, não de jure

No período pós-independência em Moçambique “nunca houve formal e oficialmente qualquer censura à imprensa”, mas o governo da Frelimo “sempre” ameaçou prender ou enviar jornalistas para campo de reeducação, diz à Lusa o jornalista moçambicano Fernando Lima. “O regime (da Frelimo — Frente de Libertação de Moçambique) tinha uma mão pesada. Havia sempre ameaça de expulsão, prisão, de ser enviado para campo de reeducação. Isso encorajou muito a autocensura, uma vez que nunca houve formal e oficialmente qualquer censura à imprensa em Moçambique no período pós-independência. Formalmente, não havia o…

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Quem lava mais branco?

Quem lava mais branco? - Folha 8

Em Portugal tudo serve para lavar a imagem do regime de José Eduardo dos Santos. Com a maioria, ou totalidade, dos processos de investigação sobre eventuais ilícitos criminais que envolvem altos dignitários do regime arquivados, não é de estranhar que a esmagadora maioria da comunicação social lusa também tenha optado por arquivar o jornalismo, substituindo-o pela propaganda e lavagem da imagem do nosso país. Por Orlando Castro M esmo estando em Angola, os supostos jornalistas portugueses limitam-se a ser correias de transmissão das verdades oficiais. O recente caso do massacre…

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“Vai-vos acontecer o mesmo”

“Vai-vos acontecer o mesmo” - Folha 8

Ameaças anónimas são habituais. Fazem, aliás, parte da galeria de troféus de qualquer jornalista que teime, como é o caso aqui no Folha 8, em dar voz a quem a não tem. Desta vez foram mais uma série delas, tomando como exemplo o que aconteceu ao jornalista brasileiro Marcos de Barros Leopoldo Guerra. Por Orlando Castro R ecordemos o caso. O jornalista Marcos de Barros Leopoldo Guerra, que usava um blogue na Internet para denunciar casos de corrupção em Ubatuba, pequena cidade do estado de São Paulo, no Brasil, foi…

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Em memória de Carlos Cardoso

Em memória de Carlos Cardoso - Folha 8

O jornalista moçambicano Hélio Filimone lança quarta-feira o livro “Juiz Paulino – Caso Cardoso”, uma obra sobre o magistrado que julgou o assassínio do director do jornal Metical e que, segundo o autor, contribuiu para acabar com a “redoma dos doutores”. Antes do “caso Cardoso”, os tribunais em Moçambique eram a “redoma dos doutores”, mas Augusto Paulino, juiz do assassínio do jornalista Carlos Cardoso, mostrou que “os tribunais são humanos”, diz Hélio Filimone, autor do livro “Juiz Paulino – Caso Cardoso: Um Marco no Sistema Judicial Moçambicano”, a lançar no…

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