O General Lukamba Gato

O general Lukamba Gato continua a demonstrar a mesma personalidade que evidenciava nos tempos de Liceu. Ele era, muitas vezes, o nosso herói, humilde, honesto e sempre coerente nas relações humanas de amizade e companheirismo. Ele é, em grande medida, o anti-herói, apesar de demonstrar muitas virtudes na maneira de ser e de estar no mundo das pessoas simples. Não confundamos pessoas simples com pessoas fáceis. Por António Kaquarta O regime despótico do MPLA continua a revelar a existência de muitas pessoas fáceis, alugáveis por “trinta dinheiros” por qualquer vendedor…

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A lição do Samuel

O relatório de actividades do Grupo de Trabalho para Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico vai ser hoje apreciado na Comissão de Cultura, da Assembleia da República de Portugal, país onde foi aprovado há 10 anos e implementado com carácter obrigatório há quatro. Por Orlando Castro Em Angola o MPLA criou e adoptou a sua própria ortografia, com a ajuda dos seus amigos cubanos. E assim temos “sexta básica” e não “cesta básica”, “marimbondo na cumeia” e não na “colmeia”, “Repúbica”, “Silvicltura”, “Ectroténica”, “edífico”, “Ogânicas”, “orgãos”, “Senando”… Esta…

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Mutu-Ya-Kevela hoje, Salvador Correia ontem

O Governo angolano deu hoje como concluídas as obras de reabilitação do centenário ex-Liceu Salvador Correia, em Luanda, que decorreram durante oito anos e custaram 24 milhões de dólares (19,4 milhões de euros). A renovada escola, que mantém toda a traça arquitectónica original do período colonial português, renomeada entretanto como Magistério Mutu-Ya-Kevela, foi inaugurada hoje pelo Presidente angolano, João Lourenço. Estará voltada para a formação de professores para o pré-escolar, ensino primário e primeiro ciclo do ensino secundário, informou o Governo. Em Fevereiro o Governo criou formalmente a escola do…

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A lição do Samuel

Já lá vão mais de 40 anos. No então Liceu Norton de Matos, em Nova Lisboa (Huambo), o professor José Fernandes Duarte (que os alunos conheciam mais por “pele vermelha” ou “pelinha”) dava uma daquelas aulas de português que algumas vezes (não eram tantas como isso, desculpem lá!) eram chatas como o Diabo. Por Orlando Castro A talhe de foice, desse tempo também recordo com gosto e eterna saudade, as professoras Dorinda e Dárida Agualusa. – Samuel, não te importas de ler em voz alta a tua dissertação?, disse o…

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