Desde 2002 que o Galo Negro deixou de voar. Os angolanos de segunda (baptizados por Kundi Paihama com o nome de kwachas) foram apanhar café às ordens dos novos senhores coloniais. Por Orlando Castro S erá que em 2017 (se até lá o dono do reino não mudar de ideias) o galo vai voar ou, mais uma vez, vai ter as asas cortadas? De uma forma geral a memória dos angolanos, neste caso, é curta. Importa por isso ir relembrando algumas coisas, mesmo quando se sabe que se não for…
Leia maisCategoria: Mukandas
Opinião de Orlando Castro
Ditador há só um, Eduardo dos Santos e mais nenhum!
Um grupo de organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, pensando ingenuamente que Angola é uma democracia e um Estado de Direito, solicitou a intervenção do Presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979 sem nunca ter sido nominalmente eleito, no sentido de repor o respeito pelo direito de liberdade de opinião, expressão e reunião pacífica no país. Por Orlando Castro A ingenuidade é tal que até causa arrepios. Desde logo falam em “repor” quando, de facto, deveriam saber que só se pode repor algo que já tenha existido.…
Leia maisA UNITA ainda tem militantes?
Kundi Paihama ordenou que pelo menos 15 mil ex-militantes da UNITA ingressassem no MPLA na província em que ele é o soba-maior, Huambo. A fazer fé nos números oficiais que, com regularidade, são divulgados pelos donos do país, o Galo Negro deve hoje ter pouco mais do que uma dúzia de militantes. Por Orlando Castro O s mais recentes dados foram agora divulgados pelo primeiro secretário local do MPLA, Kundi Paihama, num acto de massas realizado no bairro Kavongue, arredores da cidade do Huambo, no qual foram apresentados 675 novos…
Leia maisCabinda? O que é isso?
Com a Europa exclusivamente virada para a reconquista alemã da Grécia e com Portugal entretido a olhar para o umbigo e a lavar roupa suja partidária, Eduardo dos Santos continua a prender jovens acusando-os de tentativa de golpe de Estado, tal como mantém encarcerados todos os que em Cabinda ousam pensar de forma diferente da instituída pela ditadura de Luanda. Por Orlando Castro F alemos então do esquecido drama de Cabinda. Só por manifesta falta de seriedade intelectual e cobardia, típica dos sucessivos governos portugueses e respectivos presidentes da República,…
Leia maisMassacres de primeira (brancos)
– Massacres de segunda (pretos)
A Europa, e muito bem, não deixa esquecer o massacre de Srebrenica. Foi há 20 anos. Morreram mais de 8.000 bósnios muçulmanos. É esta mesma Europa que, por exemplo, esquece o massacre de 27 de Maio de 1977 onde morreram talvez 80.000 angolanos. Por Orlando Castro O s acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola, que provocaram muitos milhares de mortos, foram o resultado de um “contra-golpe” que foi pacientemente planeado, tendo como responsável máximo Agostinho Neto, que temia perder o poder. Esta é uma das muitas teses…
Leia maisPesadelos que (i)Nunda(m)
O regime angolano do MPLA é, de facto e de jure, um exemplo de tudo quanto contraria a democracia. Prende e mata inocentes, inventa tentativas de golpe de Estado, descalça-se para contar até 12 mas confunde os pés. Não deixa, contudo, de satisfazer as verdadeiras democracias para quem é melhor, muito melhor, negociar com ditaduras. Por Orlando Castro N unca é exagero perguntar: Em alguma democracia séria, em algum Estado de Direito, se vê o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas dizer, em plena campanha eleitoral, que um dos…
Leia maisContinuamos a ser Ganga
Manuel Hilberto de Carvalho, “Ganga”, angolano, jovem militante e dirigente da CASA-CE, foi assassinado. Quem disparou foi um elemento da Guarda Presidencial. No dia 12 de Dezembro de 2013 foi apresentada a respectiva queixa na DNIAP e na PGR. Hoje o julgamento foi adiado “sine dia”. É este o país que a maioria não quer mas que uma minoria mantém acorrentado dentro do cárcere do regime. Por Orlando Castro J ustiça? Possivelmente nunca. As autoridades procuram ainda o candeeiro que encandeou o autor dos tiros, originando assim que o tiro…
Leia maisDeputados lusos bajularam, bajulam e bajularão sempre
O BE e o deputado socialista Pedro Delgado Alves ficaram hoje sozinhos, no Parlamento português, na condenação da “repressão política em Angola” e no apelo ao fim da detenção de um grupo de jovens opositores do regime. Não admira. A bajulação lusa não permite que seja diferente. Por Orlando Castro E ste voto de condenação pela “repressão em Angola” teve a oposição do PSD, PS, CDS, PCP e Partido Ecologista “Os Verdes”, o que motivou reacções de indignação por parte dos deputados bloquistas. O Bloco de Esquerda pretendeu obter uma…
Leia mais27 de Maio/jovens activistas
ou a cobardia do Presidente
O Presidente da República, nunca nominalmente eleito e no poder desde 1979, José Eduardo dos Santos, assume o seu papel de autocrata e dá lições (aos angolanos) daquilo que desconhece: ética, democracia, verdade, moral e liberdade. Por Orlando Castro N a reunião de hoje do MPLA, Eduardo dos Santos puxou dos galões para, perante uma plateia subserviente e amorfa, dizer que os angolanos não devem ser expostos a situações dramáticas idênticas a de 27 de Maio de 1977, onde foi parte activa no assassinato de milhares e milhares de militantes…
Leia maisLuís Neto Kiambata afirma
que somos todos matumbos
A edificação da democracia na República de Angola deveu-se à estratégia e virtude do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em perdoar adversários políticos, inserindo-os nos vários domínios da vida do país, afirma o nacionalista Luís Neto Kiambata. Por Orlando Castro “N acionalista”? Sim, claro. Nacionalistas são todos aqueles que – de acordo com as leis do regime (que se sobrepõem à própria Constituição) – fazem a apologia do poder divino e da sabedoria eterna do “grande líder”, do “escolhido de Deus”. Luís Neto Kiambata não sabe o que…
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