“Palácio de Ferro” reabre portas aos diamantes

O emblemático “Palácio de Ferro”, construído em 1890 na baixa de Luanda (crê-se que tenha sido resultado da visão do MPLA), reabre ao público este sábado, após obras de requalificação que decorreram durante dois anos para o transformar no Museu do Diamante de Angola. A história do edifício, possivelmente da autoria de Gustave Eiffel, está envolta em mistério, já que não existem registos da sua origem. Acredita-se que a estrutura em ferro forjado tenha sido construída na década de 1880 ou 90 em França, como pavilhão para uma exposição, e…

Leia mais

Escritores lusófonos encontram-se na Praia

José Luís Peixoto (Portugal), Germano de Almeida (Cabo Verde) e Luandino Vieira (Angola) são alguns dos participantes da sexta edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, que decorre em Fevereiro na capital cabo-verdiana. O encontro, promovido pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) em parceria com a Câmara Municipal da Praia, visa “contribuir para o diálogo e enriquecimento recíproco entre escritores dos diferentes continentes”, adianta a organização em comunicado. No encontro participam escritores de todos os países de língua portuguesa e da região administrativa especial de Macau.…

Leia mais

(Des)acordo ortográfico

O Acordo Ortográfico não foi “autorizado a nenhum nível governamental” em Angola, mas Marisa Guião de Mendonça, directora-executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), assinala que o país “está muito cooperante na criação do Vocabulário Ortográfico Comum”. E m entrevista à agência Lusa, Marisa Mendonça afirmou que “o Acordo não foi ainda autorizado a nenhum nível governamental pelo Estado angolano”, o que se deverá ao facto de “Angola estar a pedir uma rectificação do Acordo”, ou seja, a inclusão de alterações. Para Angola, “o Acordo tem lacunas e é…

Leia mais

Cultura procura-se… 40 anos depois

O escritor angolano José Eduardo Agualusa considerou que, passados 40 anos da independência de Angola, a educação e a cultura continuam a ter pouco investimento, levando a uma baixa produção cultural, afectada ainda pela falta de liberdade de expressão. “O maior apoio (para os escritores) são os seus leitores, mas para haver leitores é preciso haver, em primeiro lugar, uma aposta na educação básica, na formação, na alfabetização, na formação de leitores. Depois é preciso investir na criação de redes de bibliotecas públicas, na criação de livrarias, no apoio às…

Leia mais

“Mulheres de Cinza”

O escritor moçambicano Mia Couto lançou em Maputo o romance “Mulheres de Cinza”, o primeiro volume da trilogia “As Areias do Imperador”, e que aborda o império de Gaza e Gungunhana para falar de um país ainda em construção. “O passado é só um pretexto, estou a falar do presente, estamos a inventar um tempo nosso, uma nação, em que todos têm cabimento”, explicou o escritor à margem do lançamento da obra e também do seu novo livro de poemas “Vagas e Lumes”, na fundação que tem o nome do…

Leia mais

Gestão participativa na histórica Mbanza Congo

O Governo criou um comité para assegurar a gestão participativa do centro histórico de Mbanza Congo, classificado como património histórico-cultural do país e candidato a património mundial da UNESCO, para promover o seu desenvolvimento sustentável. A decisão consta de um decreto assinado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, de 28 de Setembro, prevendo ainda a implementação de um plano de gestão e de conservação daquela área histórica no norte de Angola. “Assegurando as matérias respeitantes aos domínios socioeconómico, cultural, turístico e ambiental da comunidade de Mbanza Congo, através do envolvimento…

Leia mais

Requiem pela “Livraria LELLO”

A famosa e histórica livraria Lello, da baixa de Luanda, vendeu ao desbarato os últimos livros que restavam antes de encerrar definitivamente. S egundo os funcionários, o espaço ou edifício, ou parte dele, foi vendido. A livraria acabou. Os funcionários vão para casa. Não sabemos se os funcionários dessa livraria histórica se vão embora com ou sem indemnização. O certo é que, no quadro dos novos hábitos “que estamos com eles”, mais um espaço de cultura cedeu ao poder dos dólares e foi destruído. Nesta imponente empreitada de demolição do…

Leia mais

Dar vida aos (antigos) cinemas

Especialistas angolanos em arte e arquitectura defendem a preservação dos mais de 70 espaços culturais, na sua maioria cinemas, edifícios do património moderno existentes em Angola, readaptando-os aos novos tempos. O tema é abordado no livro “Angola Cinemas – Uma ficção da Liberdade”, editada este ano e que coloca em cima da mesa a necessidade da preservação do património arquitectónico angolano, construído no tempo colonial. Para Miguel Hurst, editor da obra, reabilitar os espaços apenas para cinemas não seria a melhor aposta, mas antes mantendo o traço arquitectónico e transformando-os…

Leia mais

“Pedra Laúca” é património histórico e cultural

O Governo promoveu a património histórico-cultural nacional a denominada “Pedra Laúca”, uma área envolvente ao rio Kwanza, no município de Cambambe, referência da presença do antigo reino Ndongo naquela região. A classificação surge num decreto executivo de 28 de Setembro, assinado pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, em que se sublinha a “importância do acervo de valor patrimonial situado no abrigo da Pedra Laúca, ligado às redes de fixação humana em épocas já bastante recuadas, no corredor do Kwanza”. Envolvente à zona onde decorre actualmente a construção da…

Leia mais

“Mulheres de Cinza” de Mia Couto

O novo romance de Mia Couto, “Mulheres de Cinza”, primeiro livro de uma trilogia dedicada aos últimos dias do Estado de Gaza, em Moçambique, dirigido por um africano conhecido por Gungunhana, vai ser lançado a 17 de Outubro em Portugal. F onte da Editorial Caminho indicou hoje que o livro – primeiro da trilogia intitulada “As Areias do Imperador” – vai ser colocado no mercado a 17 de Outubro e prevê publicar em 2016 e 2017 os dois outros romances que a completam. O chamado Estado de Gaza, o segundo…

Leia mais