Como o Folha 8 revelou, a petrolífera estatal angolana Sonangol registou em 2025 um resultado líquido de 750 milhões de dólares (636 milhões de euros), uma queda de 11% face aos 846 milhões de dólares (718 milhões de euros) do período homólogo, tendo mesmo decidido adiar a privatização para depois deste ano. este propósito, republicamos numa versão mais curta o texto de Rui Verde, Vice-Presidente e director-geral de investigação do CEDESA, aqui publicado em 9 de Dezembro do ano passado com o título “Reformas para a inversão do declínio da…
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QUEDA NOS LUCROS DA SONANGOL E PRIVATIZAÇÃO ADIADA
A petrolífera estatal (do MPLA) angolana Sonangol registou em 2025 um resultado líquido de 750 milhões de dólares (636 milhões de euros), uma queda de 11% face aos 846 milhões de dólares (718 milhões de euros) do período homólogo. Entretanto a empresa adiou a privatização para depois deste ano. presidente do Conselho de Administração da Sonangol (a galinha dos ovos de ouro do MPLA), Gaspar Martins, apresentou, em Luanda, os resultados preliminares da petrolífera relativos a 2025, numa conferência de imprensa que assinala os 50 anos da empresa. Segundo Gaspar…
Leia maisENQUANTO HOUVER PETRÓLEO, O MPLA ESTÁ… SAFO!
A concessionária de petróleo angolana anunciou hoje uma nova descoberta de petróleo no poço Algaita-01 do Bloco 15/06, localizado na Bacia marítima do Baixo Congo, em Angola, estimando-se um volume de cerca de 500 milhões de barris. o comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Anpg) refere-se que a perfuração do poço, iniciada a 10 de Janeiro, a uma profundidade de água de 667 metros e aproximadamente a 18 quilómetros do FPSO [sigla em inglês de Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência] Olombendo, “interceptou arenitos portadores de…
Leia mais… E SE NÃO FOSSE O PETRÓLEO?
O sector petrolífero angolano registou investimentos anuais superiores a 14 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), nos últimos três anos, avançou hoje o responsável da concessionária angolana. egundo o presidente da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Anpg), Jerónimo Paulino, em 2019, o investimento rondava os oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) por ano, enquanto nos últimos três anos, ficou acima dos 14 mil milhões de dólares. Já as previsões para os próximos cinco anos são de 70 mil milhões de dólares…
Leia maisOU É O PETRÓLEO OU É O… PETRÓLEO!
A consultora Oxford Economics antevê que a produção de petróleo em Angola cresça este ano para 1,14 milhões de barris por dia, uma subida de 6,5% face aos 1,07 milhões produzidos diariamente, em média, em 2025. um comentário à produção de petróleo de Dezembro a consultora refere que: “Prevemos que a produção petrolífera cresça 6,5% para 1,14 milhões de barris diários em 2026, sustentada na entrada em funcionamento dos projectos no terceiro trimestre do ano passado, que só atingirão a capacidade total durante o primeiro semestre deste ano”. A economia…
Leia maisMAIS DE METADE DA DESPESA É PARA PAGAR O FIADO
Mais de metade da despesa pública prevista pelo executivo angolano (do MPLA há 50 anos) para o primeiro trimestre do ano, num total de 6,3 mil milhões de euros, será usada para pagar dívida (54%), segundo um comunicado do Conselho de Ministros. Executivo de João Lourenço apreciou hoje a programação financeira do Tesouro Nacional entre Janeiro e Março, com despesas totais de 6,9 biliões de kwanzas (6,3 mil milhões de euros), dos quais 54% dirigidos ao serviço da dívida, que inclui amortizações e juros da dívida interna e externa. No…
Leia maisTRUMP USA A “LEI DA FORÇA” CONTRA A “FORÇA DA LEI”
1. Como referiam, Morgenthau (1949), Bull (2002), e Ikenberry (2011), a ordem internacional liberal construída no pós-Segunda Guerra Mundial assentou num compromisso histórico entre poder e norma. A experiência traumática de dois conflitos mundiais levou à convicção de que a estabilidade internacional não poderia depender exclusivamente do equilíbrio de forças, mas exigia um enquadramento jurídico capaz de limitar o recurso arbitrário à violência. Por Eugénio Costa Almeida Cedesa Carta das Nações Uni[i]das, o desenvolvimento do direito internacional público e a consolidação do multilateralismo institucionalizaram princípios como a soberania, a integridade…
Leia maisMUITOS RECURSOS MINERAIS EM PONTO MORTO
O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola anunciou hoje que o país conta com 16 projectos estruturantes de prospecção e exploração de recursos minerais, mas apenas 11 destes estão em actividade. elo menos 16 projectos vocacionados para a prospeção e exploração de diferentes minérios, tais como diamantes, ferro, cobre, fosfato, terras raras, lítio e ouro estão inscritos no subsector de recursos minerais, mas apenas onze, ou seja 68,75%, estão activos, pelo que cinco projectos estruturantes do subsector dos recursos minerais (31,25%) estão paralisados, segundo o comunicado final…
Leia maisA CONTRIBUIÇÃO DO JAPÃO PARA A ECONOMIA AZUL DE ANGOLA
Angola encontra-se num momento decisivo da sua trajectória económica. Durante muito tempo dependente das receitas petrolíferas, o país procura activamente estratégias de diversificação capazes de gerar um crescimento mais resiliente e inclusivo. Poucos sectores oferecem uma combinação tão forte de potencial económico, social e ambiental como o domínio marítimo de Angola. Por Christopher Burke (*) om uma linha costeira de 1.650 quilómetros e uma Zona Económica Exclusiva de aproximadamente 330.000 quilómetros quadrados, Angola possui um dos ambientes marinhos mais ricos do Atlântico Sul. A ambição estratégica já não é a…
Leia maisREFORMAS PARA A INVERSÃO DO DECLÍNIO DA SONANGOL
1- O declínio estrutural da Sonangol. A Sonangol atravessa um processo de declínio que não pode ser explicado apenas por conjunturas desfavoráveis, como a pandemia ou a volatilidade dos preços internacionais do petróleo. O que se observa é uma erosão estrutural, resultante da fragilidade institucional e da sua incapacidade em aumentar a produção petrolífera. Por Rui Verde (*) o mesmo tempo, os investimentos fora do petróleo — em saúde, transportes, telecomunicações ou imobiliário — revelaram-se insustentáveis, acumulando centenas de milhões de dólares em prejuízos e funcionando como um peso crónico…
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