ANGOLA. O accionamento de minas provocou 12 mortos e nove feridos, nos últimos 6 meses, em três províncias de Angola, segundo números divulgados hoje por operadores de desminagem.

Os dados foram apresentados durante um encontro da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH) e os principais doadores da acção contra as minas em Angola.

Os incidentes causados pela detonação de minas antipessoal, antitanque e engenhos explosivos não detonados, foram registados nas províncias do Bié, Malange e Moxico.

Na província do Moxico foram registados em Abril e Junho dois acidentes com engenhos explosivos, com o resultado de dois mortos e sete feridos, enquanto, em Agosto, a província de Malange notificou dois mortos e um ferido, pelo accionamento de uma mina antitanque.

No mês passado, na província do Bié, o accionamento de minas antitanque causaram a morte a oito pessoas e ferimento a uma outra.

Num dos casos, ocorrido a 1 de Setembro, morreram sete pessoas da mesma família.

Angola, que se prepara para submeter em Março de 2017 o seu segundo pedido de extensão para concluir o seu trabalho de desminagem e ser considerado livre de minas, continua a ser um dos países mais afectados por minas juntamente com o Afeganistão e o Camboja.

O Governo angolano, que ratificou em 2002, a Convenção de Otava, solicitou em 2012 uma moratória de cinco anos para a continuação das suas operações de desminagem e segurança das zonas minadas e pretende uma nova extensão até 2025.

Angola tem actualmente 1.858 áreas livres de minas e 1.435 por limpar, contando apenas com apoio financeiro dos Estados Unidos da América, Japão, Suíça e União Europeia.

No encontro de hoje, o presidente da CNIDAH, Santana André Pitra “Petroff”, solicitou uma contribuição aos países doadores de 228.000 dólares para actualização das informações sobre as minas no país e 275 milhões de dólares para o processo de desminagem, até 2025.

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