ANGOLA. O Ministério da Comunicação Social de Angola está a trabalhar com algumas universidades, no sentido de criar parcerias que permitirão a frequência obrigatória de todos os jornalistas no ensino superior.

A informação foi avançada hoje, terça-feira, em Saurimo, pelo secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, quando procedia à abertura do seminário de capacitação sobre “Reportagem Jornalística”, que está ser promovido pelo Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), em parceria do ministério de tutela.

Segundo o responsável, a medida visa incentivar todos os profissionais para que se sintam na obrigação de se superar academicamente e por consequência fazer um jornalismo de qualidade que a dimensão do país merece.

“Vamos aumentar o nível de exigência e de responsabilização de cada jornalista, porque temos uma sociedade cada vez mais critica e os nossos profissionais têm que estar a altura da sociedade actual que não foge da grande velocidade da transformação nos dias de hoje, principalmente quando a informação tradicional acrescentamos as redes sociais”, frisou.

As redes sociais, prosseguiu, não só tornam a velocidade da informação praticamente em tempo real como a democratiza, daí que o jornalista deve estar à altura das actuais exigências.

Segundo Celso Malavoloneke, este processo de mudança de paradigma, deve ter como base a formação, capacitação e o refrescamento permanente de todos os membros tradicionais da comunicação social.

“Sabemos que é um caminho eventualmente difícil, mas também, sabemos que é o caminho mais sustentável e que vai elevar de facto a qualidade no exercício do jornalismo no nosso país”, acrescentou.

O secretário de Estado augura que formações do género não sejam apenas ocasiões de aprendizagem, mas sim de convívio entre a classe jornalística e a liderança, por ser importante para a motivação dos jornalistas.

Participam no seminário que terá a duração de três dias, técnicos dos gabinetes de Comunicação Institucional de várias instituições públicas, entre outros que vão abordar durante três dias para além da reportagem jornalística, temas como comunicação institucional e discurso jornalístico da actualidade.

Acções do género já beneficiaram jornalistas das províncias do Huambo, Cuanza Sul, Bié, Cuando Cubando, Malanje, Cuanza Norte e Uíge.

Angop

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