ANGOLA registou, no último trimestre de 2017, um total de 718 mortes e 2.933 feridos, a maioria por atropelamentos, como consequência de 2.572 acidentes rodoviários, anunciou hoje a polícia angolana.

Os dados foram avançados pelo chefe de peritagem de acidentes da Direcção Nacional de Viação e Trânsito de Angola, inspector-chefe Álvaro dos Santos, durante o balanço da primeira fase do ciclo de palestras sobre a sinistralidade rodoviária nos municípios de Luanda.

“Durante o último trimestre de 2017 foram registados 2.572 acidentes, resultando em 718 mortos e 2.933 feridos e em comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano, foram registados menos 69 acidentes, mas o aumento de mais 70 mortes”, disse o responsável.

Segundo aquele oficial da polícia, entre as principais causas de acidentes, o excesso de velocidade lidera a lista, seguida da má travessia de peões e ainda conflitos entre motoristas e peões, na cedência de prioridade na via pública.

Na ocasião, o porta-voz da Direcção Nacional de Viação e Trânsito, Angelino Sarrote, sem avançar números, informou que a corporação registou um número reduzidos de acidentes rodoviários entre Janeiro e Fevereiro, em comparação a igual período anterior.

“Na comparação dos dados do período anterior houve uma redução, continuamos a dizer que seria bom que tivéssemos os efeitos reduzidos, mas em termos de mortes e feridos houve uma redução”, explicou.

Por sua vez, o director-geral adjunto do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Fernando Bonito, adiantou que finda a primeira fase das palestras a segunda sessão será direccionada às escolas de Luanda.

De acordo com o responsável, a Estrada Nacional número 100, que liga as províncias de Luanda e Benguela, continua a ser o palco de maiores acidentes rodoviários a nível do país, exortando nova postura aos automobilistas nesta fase em que decorrem obras naquele troço.

“A situação é sim preocupante e sendo uma estrada em obras, nós devemos adequar o nosso comportamento e atitude na via, claro que é um constrangimento não puder chegar mais rápido, mas é preciso mentalizarmo-nos que não podemos tentar andar à mesma velocidade numa estrada em obras”, alertou.

O ciclo de palestras sobre a sinistralidade rodoviária é uma promoção do Centro de Imprensa Aníbal de Melo, do INEA e da Direcção Nacional de Viação e Trânsito.

Lusa

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