ANGOLA. Mais de 247 milhões de euros é o valor global aprovado do acordo de financiamento a ser celebrado entre Angola e o Banco Standard Chartered, para a cobertura do sistema de transporte de energia associado ao Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca.

O acordo financeiro aprovado em despacho presidencial publicado em Diário da República, de 20 de Fevereiro, será rubricado pelo ministro das Finanças.

O despacho justifica a necessidade de se implementar os projectos integrados no programa de investimento público, no âmbito da política de investimentos para o desenvolvimento económico e social do país.

Este financiamento do Banco Chartered a favor da barragem de Laúca vai juntar-se a outro no valor de 75 milhões de dólares, que serão disponibilizados pelo Banco de Desenvolvimento da África do Sul (DBSA).

O acordo de financiamento com o Banco de Desenvolvimento da África do Sul, que foi aprovado e publicado em Diário da República, de 6 de Fevereiro, visa dar continuidade das obras do mesmo aproveitamento hidroeléctrico, localizado na província de Malanje.

A construção do complexo hidroeléctrico de Laúca compreendeu o desvio do rio, em Junho de 2012, a construção do corpo da barragem que tem 156 metros de altura (o equivalente a um edifício de 54 andares), sendo capaz de armazenar mais de seis milhões de hectómetros cúbicos de água.

Foram também feitas escavações de túneis, numa extensão de cerca de 21 quilómetros e construída uma central com dois mil e 70 megawatts.

Essa maior obra de engenharia civil e hidroeléctrica do país é um investimento do Estado angolano, avaliado em 4,5 mil milhões de dólares, e constitui mais do que o dobro da maior barragem em funcionamento, a de Cambambe, com 960 megawatts.

O aproveitamento de Laúca, um projecto estruturante do sector eléctrico, inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento (2012-2017), vai debitar ao sistema eléctrico nacional dois mil e 70 megawatts, dos quais dois mil e quatro megawatts da central e 65 MW da central ecológica.

Duas das seis turbinas de 334 MW previstas já estão em operações, a terceira entra em funcionamento já em Março próximo.

Quando estiver totalmente concluída (em 2018), a barragem permitirá trazer estabilidade energética e dar-se início ao processo de interligação dos sistemas norte, centro e sul do país, e a produção crescerá na ordem de 122 por cento.

A partir da subestação de Laúca, de 400/200/60 KV, linhas de transporte de muito alta tensão sairão para as províncias do Huambo, passando pelo Waco Kungo (Cuanza Sul), e por Benguela, facto que impulsionará o desenvolvimento da indústria, agricultura, turismo e de outros sectores da actividade, tornando a economia nacional competitiva.

Folha 8 com Angop

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