A associação cívica Mãos Livres denunciou hoje que dezenas de fiéis da seita religiosa “A luz do mundo” continuam a ser perseguidos e detidos, três meses depois do massacre (perto de mil mortos) que, no Huambo, as forças policiais e militares levaram a cabo contra os elementos da organização. [dropcap]E[/dropcap] m comunicado, aquela associação afirma tratar-se de uma “acção coordenada das autoridades” para “impedir que a igreja ‘A Luz do mundo’ se reorganize e os seus crentes continuem a rezar”, o que “viola” a Constituição angolana na “liberdade de consciência,…
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Massacres de primeira (brancos)
– Massacres de segunda (pretos)
A Europa, e muito bem, não deixa esquecer o massacre de Srebrenica. Foi há 20 anos. Morreram mais de 8.000 bósnios muçulmanos. É esta mesma Europa que, por exemplo, esquece o massacre de 27 de Maio de 1977 onde morreram talvez 80.000 angolanos. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] s acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola, que provocaram muitos milhares de mortos, foram o resultado de um “contra-golpe” que foi pacientemente planeado, tendo como responsável máximo Agostinho Neto, que temia perder o poder. Esta é uma das muitas teses…
Leia maisBranquear factos não significa reconciliar
Há 22 anos ocorreu em Luanda um massacre selectivo de dirigentes e militantes da UNITA por forças do MPLA. A responsabilidade moral, pelo menos esta, tem um rosto: José Eduardo dos Santos. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com a Amnistia Internacional, “a 31 de Outubro de 1992 desencadeou-se em Luanda um intenso tiroteio. Forças governamentais atacaram as residências e escritórios da UNITA. A PIR e a Policia, apoiadas por civis a quem tinham distribuído armas nas semanas anteriores, procuraram elementos da UNITA, casa a casa…” De facto, o massacre de Luanda marcou o…
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