BRASIL. O segundo dia do julgamento final da Presidente com mandato suspenso, Dilma Rousseff, no Senado brasileiro, em Brasília, teve ânimos exaltados e ficou marcado por muitas ausências entre os senadores a favor do ‘impeachment’ (destituição).

Dilma Rousseff, com mandato suspenso desde 12 de maio, é acusada de editar, no ano passado, decretos de créditos suplementares sem o aval do Congresso e de usar recursos de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas “pedaladas fiscais”.

A manhã começou com um debate sobre a imparcialidade de testemunhas, que levou a defesa a desistir de ouvir a ex-secretária de Orçamento Esther Dweck, recentemente nomeada assessora da senadora do Partido dos Trabalhadores (PT) Gleisi Hoffmann.

Contudo, os ânimos continuaram exaltados, com o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros, a envolver-se numa discussão com Gleisi Hoffmann, dizendo que o julgamento decorria num “hospício”, e os trabalhos tiveram de ser suspensos.

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