BRASIL. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar 35 obras públicas que originaram propinas pagas pelo Sector de Operações Estruturadas da Odebrecht , oito delas no Rio de Janeiro. Mas as de Angola também lá estão.

As obras fazem parte de uma lista de 38 projectos identificados em planilhas apreendidas na Odebrecht e foram associadas a codinomes e valores pagos pelo sector, que ficou conhecido como “departamento de propinas” da empresa – três delas já foram investigadas e responsáveis julgados pela Lava Jato (Refinaria Abreu e Lima , em Pernambuco, o Polo Petroquímico do Rio de Janeiro e as obras feitas pelo Consórcio Conpar em Araucária, no Paraná).

Entre as obras a serem investigadas estão quatro projectos no exterior – três em Angola e uma na Argentina – que podem ter gerado vantagens indevidas tanto no Brasil quanto nos dois países.

Em Angola, a Odebrecht foi responsável pela construção do aeroporto de Catumbela, pelo projecto Vias de Luanda e Vias Expressas, de corredores viários na periferia da capital angolana.

No Brasil, há também obras em São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo, Piauí e Pernambuco.

O relatório da PF afirma que foram identificados os valores de propinas, mas ainda falta descobrir quem foram os beneficiários, que eram registados por codinomes nos controles da empreiteira.

O Globo

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