ANGOLA. O ex-vice primeiro-ministro português, Paulo Portas, vai ser um dos convidados especiais no congresso do MPLA. É uma forma, entre outras, de agradecer a bajulação e a sabujice de Portugal ao regime de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos.

Os sabujos portugueses que, como se sabe, estão sempre do lado do mais fortes (o regime) e contra os mais fracos (os angolanos), fazem-se representar em força.

No que diz respeito às delegações partidárias, Portugal estará representado com a fina flor do entulho: Carlos César e Ana Catarina Mendes, respectivamente presidente e secretária-geral adjunta do PS; Marco António Costa e José Matos Rosa, vice-presidente e secretário-geral do PSD; Rui Fernandes, membro da comissão política do PCP; Luís Queiró, presidente do congresso do CDS e responsável pelas relações internacionais do partido.

José Eduardo dos Santos está no poder desde 1977 e nunca foi nominalmente eleito. Mas o que é que isso importa? O importante para Lisboa é continuar a ser recompensada por se ajoelhar e beijar o anel do rei. Os angolanos que se lixem.

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