VATICANO. O papa Francisco afirmou hoje que “a Igreja não precisa de burocratas ou funcionários diligentes, mas de missionários apaixonados”, que sejam “solidários com a alegria e o sofrimento” das pessoas. Estaria a pensar em Angola?

Perante milhares de fiéis que enchiam a Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa reconheceu com “admiração” o trabalho desenvolvido pelos sacerdotes, religiosos e laicos que transmitem a fé em todas as partes do mundo.

“O seu exemplar testemunho recorda-nos que a Igreja não precisa de burocratas ou funcionários diligentes, mas missionários apaixonados”, disse, momentos antes de rezar a oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

O papa pediu para que a Igreja não se mostre às pessoas como uma instituição “fria e cheia de cristãos frios”, tomada “pelo medo e o cálculo” e pouco habituada a caminhar por “caminhos não trilhados”.

“Isto faz com que a Igreja se converta numa instituição funcional, que não arrisca nunca”, lembrou. A Igreja, disse o papa, deve ser capaz de “superar os muros e as barreiras” e “oferecer esperança” aos que mais necessitam.

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