ANGOLA. O MPLA anunciou hoje a morte do tenente-general Agostinho João Manuel, um dos históricos veteranos da luta de libertação de Angola, que a 4 de Fevereiro de 1961 participou no assalto à Casa de Reclusão do regime colonial português em Luanda.

Em nota divulgada hoje, o secretariado do bureau político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder em Angola desde 1975, informa que aquele oficial general, reformado, das Forças Armadas Angolanas, morreu em Luanda, a 1 de Maio, aos 77 anos.

“Agostinho João Manuel participou no assalto à Casa de Reclusão, no âmbito da acção histórica do 4 de Fevereiro de 1961, tendo, por isso, cumprido pena no Campo de Missombo (Cuando Cubango) e no de S. Nicolau (Namibe), até 1970”, recorda o MPLA.

O partido, liderado pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos, refere que no período pós-independência, Agostinho João Manuel exerceu funções de relevo nas Forças Armadas, tendo ostentado diversos graus militares, desde o de primeiro-tenente, em 1981, ao actual grau de tenente-general.

A data de 4 de Fevereiro de 1961 é defendida pelo MPLA como o início da luta armada pela independência, quando então teve lugar a primeira revolta organizada contra o regime colonial português, com o ataque à Cadeia de São Paulo e à Casa de Reclusão, em Luanda, onde se encontravam detidos vários independentistas.

Oficialmente, a história diz que a revolta popular, armada de paus e catanas e contando com a participação de mais de 200 nacionalistas, foi organizada por elementos ligados ao MPLA, como Neves Bendinha ou Imperial Santana, durante largos meses, desde Outubro de 1960.

Lusa

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