Algumas associações provinciais e a Federação Angolana de Patinagem (FAP) têm projectos em prol do hóquei em feminino, mas sem a execução devida, considerou hoje na capital a antiga internacional Patrícia Costa.

Em declarações à Angop sobre a massificação e o ressurgimento do hóquei feminino, Patrícia Costa afirmou que há muito se fala do renascimento do hóquei em patins no feminino, mas que é algo teórico e nada exequível como se pensava.

Disse ter conhecimento de comissões específicas para relançar o hóquei feminino, mas quase nada é feito para que haja algo concreto.

“Sei que alguns clubes têm meninas a patinar mas disso não passa porque não existe competição e isso a mim deixa alguma tristeza porque acho que é possível fazer algo se realmente queremos” disse.

Referiu que, depois de alguma ausência de meninas a patinar, hoje na cidade de Luanda vê-se um número considerado de jovens e adolescentes a patinarem, que no seu ver podem ser cadastrados por quem de direito no sentido de serem encaminhados para clubes ou grupos desportivos.

Hoje nas vestes de árbitro internacional, Patrícia Costa diz sentir-se bastante triste com o sector, depois de duas presenças consecutivas em campeonatos do mundo (1994 no Algarve/Portugal e 1998 em Buenos Aires/Argentina), onde teve uma prestação aceitável ao evitar os últimos lugares.

Depois de muito propalado aquando da realização do 41º Campeonato do Mundo, que decorreu nas cidades de Luanda e Namibe, passado um ano nada se tem falado em prol da massificação e do ressurgimento do hóquei no feminino.

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