Em 2002, calaram-se as armas e Angola respirou fundo. Prometia-se, com a paz, aquilo que durante décadas nos foi negado: a possibilidade de construir sem a sombra da morte, de planear sem o cálculo do medo, de crescer sem pedir licença à guerra. Falava-se de reconstrução, de reconciliação, de um solo finalmente fértil para a realização colectiva. Quase um quarto de século depois, importa perguntar, com a franqueza que a hora exige, que colheita foi essa que a paz nos devolveu. Por Afonso Real Garcia paradoxo é cruel e merece…
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24 de Setembro de 2025
Redacção F8
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