Angola exportou diariamente para os EUA, em Agosto, 129 mil barris de petróleo, cerca de duas vezes e meia mais do que a Nigéria, dois países que disputam o título de maior produtor da África subsaariana. São dados da unidade de estatística (EIA) do Departamento de Energia norte-americano.

Estes números mantêm Angola como principal fornecedor do mercado norte-americano na África subsaariana, mas representam uma quebra face a Julho, quando o país exportou diariamente 159 mil barris de petróleo.

Já o fornecimento nigeriano continua em forte quebra, passando de 187 mil barris diários, em Abril, para 61 mil e depois 48 mil barris, respectivamente em Julho e Agosto, segundo os mesmos dados da EIA.

Diariamente, em Agosto, os EUA importaram 9.309 milhões de barris de petróleo. Ou seja, menos 163 mil barris diários, face ao mês anterior.

Em relação a Angola, estes números confirmam a tendência do primeiro semestre, quando o país exportou diariamente, em termos médios, 131,1 mil barris de petróleo, tornando-se no maior fornecedor norte-americano de produtos petrolíferos na África subsaariana, destronando então a Nigéria.

Em 2014, as entregas diárias de petróleo de Angola aos EUA variaram entre mínimos de 94 mil barris, em Janeiro, e máximos de 178 mil barris, em Maio.

Já a Nigéria, que está à frente de Angola na produção petrolífera global na África subsaariana, vendou ao mercado norte-americano, em média, 113,3 mil barris de petróleo por dia no primeiro semestre do ano.

Os números também reflectem uma quebra generalizada nas compras norte-americanas do petróleo africano, mas com Angola a conseguir minimizar esse efeito.

O desenvolvimento de tecnologias alternativas ao petróleo convencional, como o gás de xisto, é apontado pelos analistas como estando na origem da quebra nas importações dos EUA desde África.

Entretanto, a Agência Internacional de Energia divulgou uma previsão, apontando que Angola será o maior produtor de petróleo da região entre 2016 e 2020, destronando a Nigéria.

Para tal, Angola necessita de atingir a marca de dois milhões de barris produzidos por dia. O registo actual ronda os 1,8 milhões de barris diários.

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