O escritor angolano António Panguila considerou, em Luanda, que o Estado deve ter um papel preponderante nas políticas culturais para que possam surgir mais artistas.

Oescritor fez estas declarações na habitual Maka à quarta-feira, na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), onde avançou que a cultura é a referência de um país e identidade de um povo, por este motivo as autoridades devem investir na cultura para que haja mais escritores por excelência, pintores e músicos.

“É necessários, cada vez mais, investir na cultura para que haja profissionais capacitados a exercer as suas funções artísticas, pois, em sua opinião, a arte é a porta-bandeira de um país”.

Sobre o tema que esteve em debate na UEA, “A mística revolucionária na poesia de Agostinho Neto “, António Panguila fez saber que, tal como o poeta e primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, demonstrou, nos seus poemas, a crença de vitória, todos os artistas devem ser optimistas e lutarem para o evoluir da sua arte e contribuírem para o progresso do país.

António Panguila nasceu a 15 de Julho de 1963. É formado em História pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED).

Na década de 80 pertenceu ao grupo literário OHANDANJI, além de ter sido membro da Brigada Jovem de Literatura de Luanda

Em 1996, arrebatou o Prémio Literário Cidade de Luanda, com o livro Amor Mendigo. É membro da União dos Escritores Angolanos.

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