A avaliação do processo de desmobilização e desarmamento das forças rebeldes FDRL, presentes na República Democrática do Congo (RDC), começa hoje a ser feita em Luanda, numa cimeira de três dias patrocinada pelas autoridades angolanas.

T rata-se da terceira reunião ministerial conjunta da Conferência Internacional dos Grandes Lagos (CIRGL) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), cuja realização decorre de uma recomendação saída da última reunião, realizada em agosto, igualmente em Luanda.

Na ocasião foi dado um prazo de seis meses para o processo de desmobilização e desarmamento das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDRL), presentes na RDC, sendo que a meio desse período deveria ser realizada uma reunião de avaliação.

Os governos dos países da CIRGL, reunidos a 14 de Agosto numa mini-cimeira em Luanda, instituíram um ultimato para a rendição, até Dezembro, destas forças rebeldes, sob pena de avançar uma intervenção militar internacional.
A reunião que hoje se inicia em Luanda, e que termina segunda-feira, envolve um encontro entre os chefes de Estado Maior das Forças Armadas da região e outra dos ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros daquelas organizações africanas.

Angola assume desde Janeiro deste ano, a presidência por dois anos da CIRGL, organismo que é integrado também pelo Burundi, República Centro Africana, República do Congo, RDC, Uganda, Sudão, Sudão do Sul, Quénia, Tanzânia e Zâmbia.

A SADC é constituída por Angola, Botsuana, RDC, África do Sul, Malaui, Lesoto, Zimbabué, Zâmbia, Namíbia, Ilhas Maurícias, Suazilândia e Ilhas Seicheles.

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