Um total de 42 chefes de Estado e de Governo, africanos e europeus, confirmaram a sua presença na 7.ª Cimeira União Africana-União Europeia. Sob o lema “Promover a Paz e a Prosperidade através do Multilateralismo Eficaz”, a cimeira pretende reforçar a parceria estratégica entre os dois blocos.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, chegou este domingo a Luanda, onde vai participar na 7.ª Cimeira da União Europeia-União Africana (UE/África), que se realiza segunda e terça-feira na capital angolana.
À chegada ao aeroporto, Luís Montenegro foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, tendo na parte da manhã visitado a recentemente reabilitada escola Ngola Kiluanje, indo à tarde visitar a zona do projeto da nova marginal da Corimba.
a segunda-feira, o primeiro-ministro português tem agendado um encontro com o Presidente do MPLA (cargo que por inerência é também Presidente da República), general João Lourenço, seguindo depois para a Cimeira UE/África, cuja cerimónia de abertura está marcada para as 13:00, sendo acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que chefiará a delegação portuguesa nos trabalhos agendados para terça-feira.
Na cerimónia de abertura discursarão o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e o Presidente da República de Angola (não nominalmente eleito), general João Lourenço.
Um total de 42 chefes de Estado e de Governo, africanos e europeus, confirmaram a sua presença na 7.ª Cimeira União Africana–União Europeia.
Segundo uma nota oficial, estão confirmados 28 chefes de Estado e de Governo e 18 representantes de países africanos, assim como 14 líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e 12 representantes de Estados-membros da União Europeia.
O evento contará ainda com a presença do presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e de organizações regionais africanas.
A organização destaca igualmente a cobertura de mais de 500 profissionais da comunicação social (quantos serão jornalistas?) que, como sempre, não terão tempo para visitar o país real do MPLA (no Poder há 50 anos) onde existem 20 milhões de pobres e onde os angolanos são gerados com fome, nascem com fome e morrem pouco depois com… fome.
Sob o lema “Promover a Paz e a Prosperidade através do Multilateralismo Eficaz”, a cimeira pretende reforçar a parceria estratégica entre a União Africana e a União Europeia, promover um modelo de cooperação mais equilibrado, consolidar mecanismos de segurança regional, criar oportunidades para a juventude africana e aprofundar a cooperação no domínio das migrações.
Além da Conferência de Alto Nível, o programa desta 7.ª edição inclui também um Fórum Empresarial, um Fórum da Juventude e da Sociedade Civil e uma reunião de altos funcionários, num “palco de diálogo” que pretende produzir respostas concretas aos desafios europeus e africanos.
Para saberem se entre os tais 500 profissionais da comunicação social estarão alguns Jornalistas, basta ver quantos dirão ao mundo que 68% da população angolana é afectada pela pobreza, que a taxa de mortalidade infantil é das mais altas do mundo, com 250 mortes por cada 1.000 crianças, que apenas 38% da população angolana tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico.
Ou, ainda, quantos dirão que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade, que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos, que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos, que, em Angola, a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens, ou seja, o cabritismo, é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos, que em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder, que Angola é um dos países mais corruptos do mundo e que tem mais de 20 milhões de pobres.


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