ANGOLA. O secretário de Estado adjunto norte-americano, John Sullivan, reafirmou, nesta segunda-feira, em Luanda, a disponibilidade dos Estados Unidos da América (EUA) ajudar Angola no processo de repatriamento de capitais ilicitamente fora do país.

Em declarações à imprensa, após um encontro com o Presidente da República, João Lourenço, John Sullivan afirmou que a materialização dessa intenção depende da assinatura de um acordo no domínio da justiça.

Em Angola desde sábado último, o diplomata norte-americano sublinhou que o entendimento estará alinhado com a estratégia de combate à corrupção, uma das principais “bandeiras” do mandato do Presidente João Lourenço.

“É prematuro dizer o que será feito”, sublinhou o secretário de Estado adjunto, salientando que o Departamento de Justiça “vai trabalhar para ajudar Angola nesse esforço”.

Quanto ao encontro com o Chefe de Estado angolano, informou que teve como foco o aprofundamento das relações económicas, nomeadamente a parceria estratégica existente.

Angola e EUA têm uma parceria estratégica em domínios como o da educação, saúde, segurança e comércio.

As trocas comerciais entre os dois países atingiram USD 3,4 biliões no final de 2017, sendo que Angola exportou produtos avaliados em USD 2,6 biliões e os Estados Unidos da América cerca de 800 milhões de dólares.

Antes de Angola, o responsável norte-americano esteve na África do Sul onde analisou com as autoridades locais a promoção do comércio, dos investimentos americanos, bem como questões relacionadas com a paz e segurança.

Lusa

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