ANGOLA. A província de Luanda precisa de 4.424 professores, informou hoje o director de Educação da capital angolana, adiantando que o sector deve ganhar ainda este ano 2.650 novos professores, para 2.310.000 alunos inscritos no presente ano lectivo.

André Soma disse que o ano lectivo 2018 em Luanda começou com a carência de professores e de salas de aulas, argumentando que o aumento do número de professores “deverá reduzir, mas não colmatar a carência que se regista”.

“Luanda precisaria de 4.424 professores, mas em definitivo, o Governo, dos 20.000 professores que receberá, atribuiu para Luanda uma quota de 2.650 professores, sendo 850 para o ensino primário, 850 para o ensino secundário do I Ciclo e 950 professores para o ensino secundário do II Ciclo”, informou.

Apesar da falta de salas de aulas, para albergar “toda a gente” que almeja ingressar no sistema de ensino, o director de Educação de Luanda revelou que actualmente a capital angolana conta com 2.310.000 alunos inscritos, na globalidade – ensino público, privado e de escolas comparticipadas.

Questionado sobre o real número de alunos fora do sistema de ensino em Luanda, André Soma preferiu “não arriscar” em termos numéricos, justificando que um levantamento a ser realizado entre Junho e Outubro identificará o número de crianças fora do sistema de ensino.

“Não gostava de arriscar, porque isso depende do ângulo em que queremos ver o problema (…) daí que dizer quantos são é um pouco complicado, por isso estamos a agendar um levantamento a partir de Junho até Outubro, para vermos de facto quantos estão fora do sistema de ensino”, explicou.

Reconheceu, no entanto, que existem “muitas crianças fora do sistema de ensino, porque a oferta continua menor que a procura”.

O ano lectivo 2018 em Angola, no sistema de ensino geral, começou a 1 de Fevereiro e decorre até a primeira quinzena de Dezembro.

Lusa

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