Os britânicos foram, por grande margem, os que mais contribuíram para o aumento das receitas turísticas portuguesa em 112,46 milhões de euros no mês de Julho, um aumento em 25,8% ou 44,3 milhões, de acordo com dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR. Os turistas angolanos também não deixaram os seus dólares por mãos alheias e recuperam posições relativamente a 2013.

A informação mostra que os britânicos foram a origem de 17,1% das receitas turísticas portuguesas no mês de Julho, mais 2,2 pontos do que em Julho de 2013, em que os líderes em gastos turísticos tinham sido os franceses, com 194,9 milhões, mas que este ano baixaram para o segundo lugar, embora com um aumento em 5,4% ou 10,6 milhões, mas abaixo do aumento médio das receitas turísticas portuguesas este mês, pelo que a sua participação no total baixou 0,7 pontos, para 16,3%.

O segundo maior aumento em valor absoluto foi do terceiro maior emissor, Espanha, seguido de muito perto pelo aumento dos angolanos, 6º emissor em Julho.

O aumento de gastos dos espanhóis foi de 12,77 milhões de euros, representando uma subida de 9,7%, ou seja, ao nível da média do mês, o que significou que os turistas espanhóis se mantiveram a origem de 11,4% das receitas turísticas portuguesas.

O terceiro maior aumento do mês foi dos gastos dos angolanos, com mais 12,1 milhões de euros, que em percentagem significou uma subida de 26%, com a qual Angola recuperou e subiu de 7º emissor em Julho de 2013 a 6º este ano, com o montante 58,7 milhões de euros, que equivale a 4,6% do total de receitas turísticas do mês, +0,6 pontos do que há um ano.

Em Julho de 2013 Angola tinha ficado atrás não só de França, Reino Unido, Espanha e Alemanha, tradicionalmente os quatro maiores emissores para Portugal, como também dos EUA, Holanda e Brasil.

Este ano, só não suplantou os EUA, que se mantiveram o 5º emissor, com 80,4 milhões de euros, mas que baixaram a participação no total das receitas turísticas portuguesas face a Julho de 2013 em 0,3 pontos, para 6,4%, porque o seu aumentou ficou 4,4% (mais 3,4 milhões).

Quanto ao Brasil e Holanda, a ultrapassagem por Angola deve-se simultaneamente à subida de gastos dos turistas angolanos, como às quedas de despesa de brasileiros e holandeses.

A maior queda em Julho foi mesmo dos gastos dos brasileiros, em 23 milhões de euros (-46,9%, para 26 milhões), que já era expectável tendo em conta que no Brasil se desenrolou até meados de Julho o Campeonato Mundial de Futebol, pelo que o Brasil saiu do Top 10 dos emissores, baixando de 7º em Julho de 2013 para 11º este ano.

Tendo em conta esse enquadramento, a surpresa negativa do mês foi a queda de gastos dos residentes na Alemanha, tradicionalmente o 4º emissor, em 6,8% ou 7,3 milhões de euros, para 100,8 milhões, tanto mais quanto no primeiro semestre os turistas alemães tinham aumentado os gastos em Portugal em 8,6% e no mês de Junho tinham registado um aumento em 15,5%.

A queda de gastos dos holandeses foi menor, em 2,8 milhões de euros (-4,8%, para 56,7 milhões), ainda assim levando-os a baixarem de 6º emissor em Julho de 2013 para 7º em Julho deste ano, com um decréscimo da sua participação nas receitas turísticas portuguesas em 0,7 pontos, para 4,5%, apenas menor que os decréscimos por parte dos brasileiros (em 2,2 pontos, para 2,1%) e dos alemães (em 1,4 pontos, para 8%).

O Top 10 dos emissores em Julho completa-se com a Bélgica, Irlanda e Suíça, que no primeiro caso reforçou a participação no total de receitas turísticas portugueses este mês em 0,5 pontos, para 4,3%, e nos outros baixou, respectivamente em 0,1 pontos, para 3,2%, e em 0,2 pontos, para 3%.

Porém, Portugal teve aumentos de receitas turísticas tanto dos turistas belgas quanto dos irlandeses e suíços relativamente a Julho de 2013, respectivamente em 23,2% ou 10,2 milhões de euros, para 54,4 milhões, em 7,8% ou 2,9 milhões, para 40 milhões, e em 3,2% ou 1,2 milhões, para 37,9 milhões.

Os turistas do países do Top 10 somaram em Julho 995 milhões de euros de gastos em Portugal, com um aumento médio em 9,6% (mais 87,3 milhões), vendo assim a sua participação conjunta nas receitas turísticas portuguesas praticamente inalterável (-0,1 pontos), em 78,7%.

Os dados do Banco de Portugal mostram que os turistas europeus, de longe a maior fonte de receita turísticas portuguesas, com 78,7% do total em Julho, também foram menos preponderantes do que há um ano (79,4%), principalmente pelos gastos dos turistas procedentes dos PALOP, designadamente Angola.

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