A organização Odebrecht, maior empregador privado em Angola, ganhou uma empreitada de abastecimento de água potável na província de Benguela, de 211 milhões de euros.

Em causa está a empreitada, aprovada por despacho presidencial de 23 de Outubro, da terceira fase do Projecto de Águas de Benguela, envolvendo a construção do sistema de abastecimento de água a Benguela, Lobito, Catumbela e Baía Farta, no valor de 268,2 milhões de dólares (cerca de 211 milhões de euros).

A obra, refere o mesmo documento, que além da adjudicação aprova igualmente o projecto de construção, será contratada pelo Ministério da Energia e Águas à sucursal de Angola da construtora Norberto Odebrecht.

O despacho assinado pelo Presidente José Eduardo dos Santos assinala ainda que o Projecto de Águas de Benguela “tornou-se uma referência para o país, proporcionando o acesso à água potável a uma grande parte da população das cidades de Benguela e do Lobito”.

A organização Odebrecht emprega no país mais de 24 mil trabalhadores e conta com uma carteira de negócios de 3,9 mil milhões de euros.

Os dados foram revelados em Luanda, a 19 de Setembro, pelo Presidente do Conselho de Administração daquela multinacional empresarial brasileira, depois de Emílio Odebrecht ter sido recebido em audiência pelo Presidente angolano.

“Vim pegar orientações das novas prioridades, daqueles desafios que ele quer nos entregar, no sentido de buscar uma solução”, disse na ocasião, aos jornalistas, o administrador da Odebrecht, multinacional que tem na construção de aproveitamentos hidroeléctricos em Angola algumas das mais avultadas e visíveis obras no país.

Entre trabalhadores directos e indirectos (através de subempreiteiros), a operação da organização Odebrecht em Angola já representa actualmente mais de 24 mil empregos, num universo de 190 mil colaboradores em 27 países.

“Isto demonstra o nosso interesse [em Angola]”, assumiu na ocasião.

Neste encontro com José Eduardo dos Santos, explicou ainda Emílio Odebrecht, foram abordadas acções prioritárias para Angola, “com ênfase” para os programas estruturais, educação e meio ambiente, além da manutenção e conservação dos investimentos já realizados.

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