O município de Cachiungo, na província do Huambo, concentra na terça-feira as comemorações dos 39 anos de independência (ou “dipanda”) de Angola, orientadas pelo Vice-Presidente, Manuel Vicente.

Avila de Cachiungo, antiga Bela Vista, a 64 quilómetros a leste da cidade do Huambo, acolhe o acto oficial das comemorações de 2014, este ano com o lema “Unidos, reforcemos os ideais de liberdade e justiça social”.

De acordo com o programa de actividades, as comemorações têm início com inaugurações de alguns empreendimentos, nomeadamente a biblioteca provincial do Huambo, a fábrica de refrigerantes Blue, da Refriango, e 60 casas sociais.

O ponto central do dia acontece com o ato de massas, a decorrer no Estádio de Benfica, no qual deverá discursar o Vice-Presidente angolano, Manuel Vicente.

Um espectáculo músico-cultural finaliza as festividades do “11 de Novembro”, feriado nacional, dia da “dipanda”, designação local para a independência angolana.

Participam da cerimónia de terça-feira igualmente os ministros da Administração do Território, Bornito de Sousa, da Defesa, João Lourenço, dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Cândido Van-Dúnem, e da Indústria, Bernarda Manuel, além de representantes dos partidos com assento parlamentar.

Segundo o administrador de Cachiungo, citado pela agência de notícias angolana Angop, a administração está a mobilizar todos os munícipes para assistirem ao acto central do “11 de Novembro”, prometendo transporte e alimentação para os que vierem de localidades distantes daquela vila.

“Por se tratar de um acontecimento histórico para o município, tudo estamos a fazer, dentro do possível, para corresponder com as expectativas e deixar satisfeitos todos os que se deslocarem a esta localidade para participarem nas celebrações do 39.º aniversário da independência”, disse o responsável.

As comemorações da proclamação da independência prolongam-se até 15 de Novembro e incluem inaugurações de empreendimentos sociais, actividades culturais, recreativas e desportivas.

Angola tornou-se independente, depois de 500 anos de colonização portuguesa, a 11 de Novembro de 1975, com a intervenção de três movimentos políticos, nomeadamente o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).

A independência que vigorou foi a proclamada por António Agostinho Neto, líder do MPLA e o primeiro presidente de Angola, após 14 anos de guerra contra o poder colonial português. Uma outra independência foi declarada, no mesmo dia, no Huambo, por Jonas Savimbi e Holden Roberto, respectivamente líderes da UNITA e da FNLA.

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