As autoridades de saúde de Angola estão a investigar, conforme o Folha 8 noticiou no passado dia 31, uma missionária angolana hospitalizada em Luanda, que se enquadra na definição de um caso suspeito de Ébola, disse hoje a Directora Nacional de Saúde Pública angolana.

A Neste “momento a doente continua sob investigação, estamos a aguardar confirmação laboratorial das análises, que vem do laboratório de referência, na África do Sul”, explicou Adelaide Carvalho.

A missionária angolana está internada, em isolamento, no hospital Josina Machel, unidade de referência para receber casos suspeitos de Ébola em Luanda. Foi transferida para aquela unidade na sexta-feira, pouco depois de ter dado entrada num hospital militar da capital angolana, com um quadro de febre e náuseas.

Segundo as autoridades de saúde, acusou positivo à malária, mas por ter chegado a Angola vinda da República Democrática do Congo – país vizinho onde se registou um surto de Ébola -, e face ao quadro clínico que apresentava, passou a ser tratada como um caso suspeito, a investigar.

“Aqui não há probabilidades, nem grandes nem altas. Há uma situação suspeita que se enquadra numa definição de caso. Em princípio tem toda a informação para nós continuarmos a investigação. E tem também informação que dá positivo para malária”, disse ainda a Directora Nacional de Saúde Pública angolana.

O representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Angola confirmou ter recebido informação do Governo angolano sobre uma investigação em curso à situação desta missionária, mas desvaloriza a gravidade do caso.

“Em princípio tem uma malária, mas por precaução foram enviadas amostras para análise. Nesta altura, como todos estamos em alerta máximo, é melhor pecar por excesso do que por defeito”, explicou Hernando Aguadelo.

O representante da OMS garante que face aos dados conhecidos até ao momento, “não há razão” para a mulher ter Ébola, até porque a sintomatologia assim o indica.

“A senhora está bem, pela informação que nos foi transmitida. O seu quadro clínico e laboratorial não dá para ter Ébola”, afirmou ainda.

Hernando Aguadelo garante que não se trata do primeiro caso suspeito de Ébola investigado em Angola, já que “todas as semanas” as autoridades recebem cerca de uma dezena de alertas, que até agora não se confirmaram.

“Um caso suspeito não quer dizer que seja Ébola. E neste caso as suspeitas são poucas”, enfatizou.

O surto de Ébola já provocou 4.951 mortes, a maioria na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, na África Ocidental, segundo os mais recentes dados da OMS.

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