“Os Movimentos de Libertação e o 25 de Abril” é o nome do colóquio que o edifício dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal (Portugal) acolhe no dia 30 de Setembro.

A iniciativa relembra o histórico fundador e líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e conta com a presença de Luísa Teotónio Pereira, do Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC), Ângela Coutinho, investigadora de História Contemporânea, e Sérgio Ribeiro, economista.

Nascido na Guiné e educado em Cabo Verde, Amílcar Cabral baseou o seu pensamento nas ideias de negritude de Leopold Senghor, entre outros, que enfatizavam a identidade e cultura de África como um todo. Neste contexto, sonhou unir os dois países e colmatar a fraca condição dos terrenos agrícolas das ilhas com a produção alimentar do continente. Engenheiro agrónomo colonial, contactou com a realidade da política agrícola do regime fascista da opressão colonial, o que o sensibilizou para a luta contra a ocupação portuguesa.

Amílcar Cabral pugnou para que a luta feita contra o regime português não o fosse contra o povo, uma vez que também este era vítima do regime fascista. A sua acção de libertação assentou tanto na guerrilha contra o exército português quanto no recurso às instâncias de direito internacional.

A iniciativa, que integra o programa de comemorações dos 40 anos do 25 de Abril no Município, é organizada em parceria com o Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC).

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