COLONIZAÇÃO ECONÓMICA PROSPERA COM O AUMENTO DA POPULAÇÃO IMIGRANTE

O país está, nos últimos 10 anos a ser literalmente vendido. Angola está vendida e endividada. 50 anos depois, os falsos revolucionários e patriotas do MPLA, adormecem-nos sob sonorização das vantagens do poderio do capital especulador.

Por William Tonet

A tese é a de privatizar todo tecido económico do Estado, através do tentáculo partidocrata da BODIVA. Uma verdadeira alavanca insensível e discricionária, sem escrutínio do poder legislativo, na venda do património público do Estado, a favor do capital estrangeiro.

A venda aleatória da soberania económica, sem preocupação de potenciar o empreendedor angolano, através de parcerias mistas (angolano vs investidor externo) é um verdadeiro crime a cidadania e auto-suficiência interna.

Hoje, o autóctone angolano, ao desfilar pelas avenidas comerciais do país, sente-se traído pela política económica do MPLA, que colocou 99% do tecido empresarial em mãos externas.

Enquanto isso a maioria vegeta na miséria extrema, em casas de chapa e papelão, na lógica do executivo, multiplicar os já 20 milhões de pobres, através de meia dúzia de nababos, principescamente, instalados nos corredores do poder, que vão, anualmente, açambarcando os milhões de dólares da riqueza pública.

A perda prematura da soberania económica de povos que viveram a escravatura e o colonialismo (como os angolanos), afastados dos centros educacionais e empresariais, não responde à tese de desenvolvimento, mas de retrocesso e inversão de conceitos.

Os colonialistas viraram investidores, mas o viés é o mesmo…até mesmo os empresários da China comunista e fundamentalistas islâmicos, tratam os trabalhadores angolanos, como autênticos escravos e mão de obra barata…

LIBERTADORES “VIRA-LATAS”

Logo, não estamos diante de economia de mercado, mas de crimes de mercado, passíveis de procedimento criminal.

O conceito de vira-lata, capachismo, complexo de inferioridade, das lideranças de muitos países, mesmo depois das independências, às antigas metrópoles ocidentais é uma opção impeditiva ao desenvolvimento livre e autónomo dos povos.

A maioria dos movimentos de libertação e intelectuais dos países colonizados, principalmente o MPLA, não se preparou para o pós-colonialismo. De tal monta que não curou (curaram) de criar leis, baseadas numa nova visão do direito, educação, saúde, cultura, língua e sistema financeiro, de inspiração africana.

Adoptaram tudo, absolutamente tudo, incluindo dependência financeira (moeda), cultura e culinária dos países coloniais, ao ponto de excluírem expressamente da Constituição, as línguas, costumes, cultura e tradição autóctones. E para consumar o enredo, atrelam-nos às instituições de Bretton Wodds; FMI e Banco Mundial, cujo objecto fundante é o desenvolvimento do ocidente e não de África e Angola. Por esta razão, nos nossos países os seus programas resultam em cópias fuscas adaptadas e distantes das novas realidades culturais e tradicionais. Daí não haver um país africano capaz de ser um exemplo de eficácia na adopção das receitas do FMI.

O ocidente defende como política matriz o contínuo subdesenvolvimento de Angola e África, por esta razão fomenta a política de extração de matérias-primas, condenando ou assassinando líderes nacionalistas, que defendam a transformação local das nossas riquezas para beneficiar das populações autóctones.  

INVASÃO ATRAVÉS DO DINHEIRO

A destruição do tecido sócio-económico de Angola, pelos vira latas, traidores dos nossos povos, fazia parte do fim da primeira agenda colonial.

Quando estes regressaram aos seus países, deixaram, nos seus lugares, os capachos, mais cruzes e bíblias, em relação às trazidas no início colonial.

Não levaram a terra, os rios, os mares, o sol, as florestas e os imensos recursos naturais. Resultado, no final de 50 anos, Angola tornou-se mais pobre e a metrópole mais rica, pese não ter as mesmas riquezas.

A segunda foi, sob a liderança dos capachos no poder, tornar o(s) país(es) de produtor(es) a importador(es), destruindo, conscientemente, os antigos imóveis industriais, rústicos e rurais. Coincidência? Não! Agenda! Verdadeira política de traição, acrescentando a destruição do sistema de ensino, principalmente, o técnico-profissional, como a ponta do iceberg.

A burralização programática e vulgarização dos currículos em escolas e universidades, muitas transformadas em centros de ensino comercial, cujo objecto é a outorga de diplomas, banalizados no mercado interno de trabalho, principalmente nas empresas dirigidas pelos empresários da partidocracia.

É a corrupção institucional a ditar regras.

Angola, nos últimos dez (10) anos, face à política económica adoptada pelo Presidente João Lourenço virou uma coutada dos novos colonialistas, visando alterar pelo capital e demografia o tecido humano, em Angola.

O risco está diante de nós. Os imóveis das principais cidades e a carteira de clientes dos bancos comerciais, está sob domínio do capital…

Esta múltipla invasão silenciosa, obtém o silêncio colectivo, enquanto o especulador estrangeiro ocidental, asiático e “fundamentalista islâmico” com dinheiro e imóveis planifica o aumento do tecido migratório.

A maioria islâmica tem orientação do DAESH, para esposar entre três a cinco mulheres, com apoio bancário islâmico, num plano gizado de, em cinco anos, atingirem entre oito a 10 filhos.

Os chineses, que no seu país têm controlo, aqui podem fazer, mais de seis filhos…

No horizonte, uma vez a Lei da Nacionalidade, ser um aborto, vai imperar a legitimidade ante o “jus sanguis” (cruzamento com angolana) ou o “jus solis” (nascer na terra), como garantia desta nova população rica e religiosamente forte virem a dominar, ainda mais, os indígenas.

Este plano escabroso, com a cumplicidade de determinados “vende-pátria” do MPLA, atemoriza!

E, atemoriza, ainda mais, quando nos noticiários da imprensa partidocrata, ministros e falsos nacionalistas do regime, incentivam o controlo da natalidade aos autóctones, para até dois filhos, sob alegação de serem os responsáveis pela fome e miséria.

Sacanagem traiçoeira! Porque o problema está na crónica incompetência governativa, ladroagem e corrupção.

O regime quer esconder a agenda perniciosa de adopção do mesmo princípio dos ingleses, na América a partir do século XVII, onde foram, paulatinamente, exterminando e esterilizando as mulheres índias.

Quem promove o incremento de populações estrangeiras, para através do “jus solis” ou “jus sanguis”, diminuir e empurrar as estatísticas autóctones para reservas indígenas, deve ser condenado com pena máxima de “traidor-exterminador” de seres humanos, a 35 anos de prisão maior, em regime fechado, porque a esterilização mental e física de homens e mulheres, não deve ter perdão.

É um crime imprescritível e insusceptível de amnistia, porque hediondo.

Hoje os índios, nos Estados Unidos, na América Latina, na Austrália, os pretos, no Egipto, Líbia, Tunísia, Marrocos, Argélia, são uma coreografia humana, apresentados aos estrangeiros, como qualquer animal irracional, de um jardim zoológico.

É hora dos cidadãos pedirem contas ao regime do MPLA, explicações sobre as razões de ter adoptado uma agenda anti futuro do país, destruindo os tecidos: humano, industrial, educacional, agrário e social dos nossos povos e micro-nações.

Esta agenda espúria, deve, um dia, ser levada a um Tribunal Penal Angolano, visando julgar os agentes traidores e promotores do aumento da população estrangeira, em território nacional, enquanto reduz a angolana.

A fome, pobreza e miséria, são armas políticas perigosas criadas institucionalmente pelo regime, e devem ser punidas com a retirada de direitos no exercício do poder político.

É hora de despertar.

A linha um é nossa. A linha dois é nossa. A linha três é nossa. A hora do batuque tocar é esta!

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