A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, a que dá carinho e solidariedade aos familiares das zungueiras que a polícia do MPLA mata, exortou os académicos a aprofundar os estudos sobre a dimensão histórica, cultural e política de Agostinho Neto.

Por Domingos Kambunji

Os académicos “importaram imediatamente, da China, um tractor com uma pá escavadora” para aprofundar esses estudos. Quando começaram a retirar a poeira, que se acumulou durante os últimos 45 anos, espalhou-se na atmosfera um cheiro nauseabundo proveniente desse aprofundamento.

Na camada mais superficial, a da dimensão histórica de Agostinho Neto, começaram por encontrar muitos argumentos putrefactos e muitos esqueletos de angolanos mortos pelo MPLA sob as ordens de Agostinho Neto que, apesar do perfume que para lá deitaram, cheirava muitíssimo mal. Estavam lá depositados todos os factos que demonstravam que o pai dos fuzilamentos do 27 de Maio de 1977 iniciou uma guerra civil para impor uma ditadura, defendendo uma ideologia que fracassou, em toda a sua essência e dimensão.

O fundador da guerra civil, parco em imaginação e criatividade, tinha muitos bons exemplos de líderes mundiais, relevados pela História, que poderia copiar. Mas não o fez. A falta de inteligência permitiu-lhe apenas plagiar as ideias de ditadores sanguinários, que envergonham a homeostasia que contribuiu e contribui para a melhoria da qualidade de vida dos povos. O assassino Agostinho Neto foi copiar os exemplos de criminosos, como foram os casos de José Estaline, Adolf Hitler ou o imperador romano Nero. Tal como o imperador romano Nero, em vez de construir, Agostinho Neto decidiu destruir, queimar, matar e depois culpar os outros pelos seus actos criminosos, para se impor como o imperador de Angola. Os académicos, se forem honestos, não terão qualquer pejo em classificá-los como uma razia sanguinária, violadora dos mais elementares direitos de cidadania, em particular, e dos Direitos Humanos, em geral.

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, a que dá carinho e solidariedade aos familiares das zungueiras que a polícia do MPLA mata, disse que os académicos deveriam aprofundar a dimensão cultural do assassino Agostinho Neto. E muitos académicos continuaram a escavar para atingirem a segunda camada desse aprofundamento.

Quando chegaram à camada da dimensão cultural verificaram que esta também cheirava muitíssimo mal, um aroma de katinga intelectual pútrida. A cobardia e a incoerência do assassino Agostinho Neto obrigou-o a impor uma cultura do medo para poder ser rei de Angola, através do fuzilamento de muitíssimos milhares de cidadãos angolanos e o sacrifício de um elevadíssimo número de vidas, na sua actividade lúdica de impor uma guerra civil. Quando reparou que estava a levar porrada, decidiu aprofundar acordos culturais de cooperação com russos e cubanos para o salvarem do esterco lamacento em que se havia instalado. Essa cultura do medo conseguiu impor um absolutismo monárquico em que o rei do MPLA e os seus vassalos mais próximos ditaram e ditam as leis, manipularam e manipulam mentalidades e decidiram e decidem qual seria e é a maneira de pensar de todos os cidadãos, incluindo nessa alcateia a Luísa Damião.

O assassino Agostinho Neto não beneficiou muito da sua imposição despótica, porque deu-lhe o badagaio em Moscovo, mas criou o clima propício para que os seus herdeiros no poleiro mais alto da Nação conseguissem enriquecer muitíssimo, mandando prender e matar os que defendiam os Direitos Humanos, a Liberdade de Pensamento, a Democracia, a Liberdade de Manifestação e protestaram contra a corrupção do MPLA.

Estes últimos foram acusados e condenados por pertencerem a uma organização de malfeitores, por desmascararem a cultura de rebaldaria, nepotismo e impunidade que o assassino Agostinho Neto instalou no nosso país. A Luísa Damião, actual vice-presidente do MPLA, nunca se manifestou contra esta injustiça nojenta do sistema judicial do MPLA.

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, a que dá carinho e solidariedade aos familiares das zungueiras que a polícia do MPLA mata, disse que os académicos deveriam aprofundar os estudos sobre a dimensão política do assassino Agostinho Neto. Não é necessário chegar a esta terceira camada nesse aprofundamento. O aprofundamento das camada anteriores levou a concluir que a dimensão política do imperador assassino foi um enorme fracasso. O ideal político defendido pelo assassino Agostinho Neto, a ditadura marxista-leninista, foi rejeitada até pelo próprio MPLA, para impor a ditadura do capitalismo selvagem kapianguista, e assim beneficiar o rei absolutista do MPLA e os seus vassalos mais próximos, incluindo neste leque um ex-ministro da defesa da corrupção do rei que sucedeu ao assassino Agostinho Neto.

A dimensão política imposta pelo pai da Irene Neto, aquela a quem, dizem, congelaram as contas bancárias e bens por suspeita de cabritismo, conduziu o nosso país para o lugar humilhante de estar instalado entre os países mais atrasados do mundo inteiro. Em qualidade de vida em geral, Angola está na vergonhosa posição 156, de acordo com dados do Legatum Institute de Inglaterra. A moeda nacional, o kwanza, está a desvalorizar tanto, tanto, tanto que brevemente deixará de ter o nome de um rio e passará a ter o nome de um ribeiro seco ou de um dos muitos buracos das estradas de Angola, inundados de água no tempo das chuvas.

Quando a vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, a que dá carinho e solidariedade aos familiares das zungueiras que a polícia do MPLA mata, defende que os académicos devem aprofundar os estudos sobre as dimensões histórica, cultural e política, assassinas, do Agostinho Neto estará a defender a continuidade da ditadura necrófila imposta pelo MPLA no nosso país?

O nosso país, de acordo com dados do Legatum Institute, na qualidade de Saúde está no lugar 152 e na qualidade do Ensino no lugar 157. Não é de admirar que a Luísa Damião e os académicos do MPLA elogiem tanto a história macabra da presidência de Agostinho Neto e defendam a política do seu herói nacional na cultura da desgraça. A limitada inteligência e o analfabetismo sistémico não lhes permitem voos mais elevados no universo do processamento mental, para a melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos, não apenas para os dirigentes do MPLA.

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