O Presidente dos EUA, Donald Trump, felicitou hoje as reformas e o combate à corrupção levados a cabo pelo seu homólogo angolano, João Lourenço, garantindo que Washington vai apoiar e financiar Angola. Em Maio de 2017 foi assinado um acordo cooperação no domínio na Defesa que, pela parte angolana, foi subscrito pelo general João Lourenço, então ministro da Defesa.

As felicitações foram transmitidas pelo assistente especial de Trump e director sénior para os Assuntos Africanos do Conselho de Segurança Nacional, Cyril Sartor, durante uma audiência concedida pelo chefe de Estado angolano.

“Viemos cá com o espírito de amizade e reconhecer os grandes passos que o Presidente e a nova liderança de Angola têm estado a calcorrear para transformar o país, no âmbito do combate à corrupção, e abri-lo ao comércio internacional”, disse o responsável, em declarações aos jornalistas, no Palácio Presidencial.

Cyril Sartor acrescentou que Angola é um “país chave” na nova estratégia da política externa dos Estados Unidos para África, salientando esperar um reforço das relações nos sectores económicos e na melhoria da governação.

O diplomata norte-americano, que foi recebido hoje também pelo ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, lembrou que os Estados Unidos incluirão Angola no grupo de três países africanos – ao lado da Nigéria e do Quénia – que, nos próximos tempos, vão beneficiar de financiamento e apoio técnico para impulsionar a actividade económica.

O enviado de Donald Trump afirmou que a ajuda visa, essencialmente, desenvolver a capacidade empreendedora africana, fornecer a assistência técnica e os valores envolvidos.

Segundo Cyril Sartor, os Estados Unidos estão abertos a receber sugestões dos empresários angolanos para que se possam identificar os sectores que vão beneficiar do apoio.

“Queremos ser para Angola uma alternativa à China no âmbito do financiamento dos projectos. Por isso, dos mais de 50 países africanos, Angola integra esta lista”, destacou, acrescentando que há dois anos não seria possível estar em Luanda para fazer esta declaração “porque não existia vontade política para efectuar as atuais reformas”.

O representante acrescentou que os Estados Unidos apoiam as reformas em curso em Angola e sentem-se confortados por verem o empresariado norte-americano a começar a investir no país.

Cyril Sartor, mestre em história africana, já foi director adjunto do Centro de Missão da Agência de Inteligência Americana (CIA) em África.

A Câmara de Comércio Angola-EUA e a Câmara Americana de Comércio, em parceria com a Embaixada dos EUA em Luanda, anunciam que o Director para os Assuntos Africanos da Casa Branca, Cyril Sartor, apresentou quarta-feira, em Luanda, no Museu da Moeda, a Nova Estratégia da Política Externa dos Estados Unidos da América para África.

Participaram no evento, organizado pelas duas Câmaras de Comércio, que representam os interesses da comunidade empresarial dos Estados Unidos em Angola (USACC e AmCham-Angola), membros do executivo angolano, líderes empresariais, associações empresariais, líderes de opinião, jornalistas e membros da sociedade civil.

O evento, de apresentação da Nova Estratégia da Política Externa dos Estados Unidos da América para África, integra-se nas várias actividades e encontros da visita de três dias do Director para os Assuntos Africanos da Casa Branca a Angola.

Pretendeu-se, segundo a Embaixada norte-americana, com o evento, apresentar as novas estratégias da administração do Presidente Donald Trump nos domínios político, social, de negócios e comércio. “Os Estados Unidos apoiam o crescimento económico e o desenvolvimento que oferece benefícios mútuos para a América e aos seus parceiros em África”, diz a Embaixada.

Angola é um dos três principais parceiros dos Estados Unidos na África subsaariana e dos poucos países com quem Washington D.C. possui um acordo de parceira estratégica.

Cyril Sartor esteve na Mediateca 28 de Agosto, referindo a Embaixada que a visita do alto quadro da Casa Branca surge para reafirmar a excelente parceria existente entre a Embaixada dos EUA e a Rede de Mediatecas de Angola (REMA).

“Pretende-se com a visita à Mediateca sublinhar a importância e continuidade do memorando de entendimento existente entre a Embaixada dos EUA e a REMA, que traça as linhas orientadoras da cooperação entre as duas instituições”, refere a Embaixada, acrescentando que os “EUA apoiam o crescimento económico e o desenvolvimento que oferece benefícios mútuos para a América e aos seus parceiros em África”,

Recorde-se que em Maio de 2017, Os governos dos Estados Unidos da América e de Angola afirmaram que queriam reforçar a cooperação no domínio na Defesa, na sequência da assinatura, em Washington, de um memorando de entendimento.

O documento foi subscrito no Pentágono pelo secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, e pelo ministro da Defesa Nacional de Angola, João Lourenço que afirmou tratar-se de um entendimento que representa “algo de muito sério” para o lado angolano e que “ambos os países sairão a ganhar” que “cai permitir estreitar cada vez mais os laços de cooperação no domínio da Defesa entre os nossos países”.

Na altura, em declarações aos jornalistas, o ministro da Defesa, hoje Presidente da República, fez questão de sublinhar que foi dada “autorização por escrito do Presidente da Republica”, José Eduardo dos Santos, para a assinatura deste memorando de entendimento na capital norte-americana.

O secretário de Defesa, James Mattis, explicou que os Estados Unidos têm partilhado informação com as autoridades de Angola e já apoiam na formação de oficiais, parceria que pretendem elevar de nível. “Esperamos construir uma parceria mutuamente benéfica”, apontou James Mattis.

Foto: James Mattis e João Lourenço