Portugal reforça aposta nas lavandarias

António Costa, primeiro-ministro de Portugal, não confirma conversa com Isabel dos Santos sobre o BPI. Mas acrescenta que “era o que faltava que em Portugal pudesse haver qualquer tipo de discriminação em razão da nacionalidade” do investidor.

Por Manuel Quissala

No que se refere à filha do Presidente de Angola, no poder desde 1979 sem nunca ter sido nominalmente eleito, António Costa não faz discriminações nem em relação à nacionalidade do investidor nem, é claro, à origem do dinheiro. Que o país do paizinho de Isabel esteja no sexto lugar do ranking mundial da corrupção também não, presume-se, razão para qualquer tipo de discriminação.

António Costa afirmou hoje que Portugal precisa de investimento estrangeiro e de ter um sistema financeiro “estabilizado e devidamente capitalizado”, salientando que Portugal é “uma economia aberta”.

No caso, “economia aberta” significa que não há limites ao uso das lavandarias portuguesas. Não é novidade mas, é claro, fica sempre bem recordar.

“O país precisa de investimento directo estrangeiro em todos os sectores, também no sector financeiro”, declarou o chefe do Governo numa conferência de imprensa no âmbito da visita oficial que efectuou à Região Autónoma da Madeira, quando questionado sobre os negócios da empresária angolana Isabel dos Santos no sector bancário.

O semanário Expresso noticiou na passada semana que António Costa e Isabel dos Santos, para ultrapassar o impasse no BPI, reuniram-se em Lisboa e terão conciliado com o grupo financeiro espanhol La Caixa, com a filha do Presidente de Angola a vender a sua participação no BPI aos espanhóis e o BPI a ceder as suas acções do banco de angolano BFA a capitais do clã presidencial, eufemisticamente catalogados de “angolanos”.

Sem confirmar o encontro, o governante sustentou ser importante que Portugal tenha “um sistema financeiro estabilizado e devidamente capitalizado, certamente com capital nacional, mas também com capital estrangeiro, seja ele espanhol, seja ele angolano, seja ele alemão, seja americano”.

Será que para António Costa a origem de capital espanhol, alemão ou americano tem a mesma origem do que é manuseado pelo clã Eduardo dos Santos?

António Costa argumentou que Portugal é “uma economia aberta” e tem que ter “um sistema financeiro aberto”.

Para que não restem dúvidas, disse: “E era o que faltava que em Portugal pudesse haver qualquer tipo de discriminação em razão da nacionalidade para o investimento na economia portuguesa e, designadamente, no sistema financeiro”. Dúvidas dissipadas.

O primeiro-ministro recordou que o anterior Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, aquando da tomada de posse do actual Governo, sublinhou que “uma das missões espinhosas” que o executivo nacional tinha pela frente seria “contribuir para estabilização do sistema financeiro”, assegurando: “É o que temos procurado fazer”.

António Costa vincou ser necessário “criar condições para que os bancos nacionais possam ter o seu capital fortalecido, seja com capitais nacionais, seja com capital internacional, que seja possível atrair”.

No caso do capital da filha do “querido líder” de Angola nem sequer é preciso atrair. Ela sabe que em Portugal está em casa, tal como sabe que as lavandarias lusas são de elevada qualidade.

“Naturalmente, nós vemos com bons olhos que todos aqueles que, sendo espanhóis, angolanos, alemães, chineses ou qualquer outra nacionalidade, queiram investir no nosso sistema financeiro, tendo em vista fortalecê-lo”, reforçou António Costa.

Segundo o primeiro-ministro, “um sistema financeiro forte significa melhores condições para investimentos das empresas nacionais e para maior segurança das poupanças das famílias portuguesas”.

Pois é. António Costa sabe como a empresária Isabel dos Santos geriu a chocadeira dos ovos de ouro que, milagrosamente, lhe permitiram ser uma das mulheres mais ricas do mundo, embora os angolanos vivam na miséria.

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2 Thoughts to “Portugal reforça aposta nas lavandarias”

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  2. SUGESTÃO DE E-MAIL PARA SER ENVIADO A TODOS OS SENADORES DE UMA VEZ SÓ

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    tasso.jereissati@senador.leg.br,

    telmariomota@senador.leg.br,

    “valdir.raupp@senador.leg.br” ,

    vicentinho.alves@senador.leg.br,

    waldemir.maka@senador.leg.br,

    wellington.fagundes@senador.leg.br,

    wilder.morais@senador.leg.br,

    valdir.raupp@senador.leg.br

    freitas.ednei@gmail.com

    Estes são os e-mails de todos os senadores, menos os do PT e os do PCdoB. O Senador Renan Calheiros, ao arrepio do artigo 44 da Lei 1079/50 que é cogente e não admite juízo prévio pelo presidente do Senado, reza que recebida uma petição de afastamento (impeachment) de ministro do STF esta deverá ser lida em plenário no primeiro dia de reunião e constituída uma comissão para avaliação preliminar da petição. Não obstante, o presidente do Senado Renan Calheiros, ao arrepio da Lei, está obstruindo os trabalhos e desde 12/02/2016 não apresenta minha petição para o afastamento do ministro Luís Roberto Barroso de suas funções no STF por diversos crimes, bem tipificados. Já enviei e-mail de protesto ao senador Renan, em seguida um e-mail cordial mas cobrando a ação de todos os senadores acima, já que estavam diante de uma ilegalidade, e nenhuma resposta. A única saída que vejo é a ajuda da massa, com vários e-mails a todos os senadores cobrando que cumpram seu dever e, se a caixa de e-mails deles congestionar, enviar telegramas a Renan. Estou sugerindo a solidariedade de todos os que estão lendo este escrito, que na verdade é uma solidariedade com todos nós, nos interessa a todos não termos um ministro parcial, dilmista, que está obstruindo o impeachment no STF. Estou sugerindo a todos que escrevam um único e-mail para todos esses senadores acima de uma só vez. Não precisa digitar esses e-mails, é só copiar e colar na barra de endereço do e-mail e que escrevam um texto mais ou menos assim:

    Senhores Senadores da República, sabem V. Exas. que o presidente da Casa, Senador Renan Calheiros, ao arrepio do que é prescrito no artigo 44 da Lei 1079/50, está obstruindo desde 12 de fevereiro a petição feita pelo Dr. Ednei José Dutra de Freitas ao Senado reivindicando o afastamento do ministro do STF Luís Roberto Barroso. Ao praticar obstrução ao trabalho legislativo e ao ferir também o art. 44 da Lei do Impeachment, o Senador Renan Calheiros fica ele mesmo vulnerável ao impeachment por estar praticando crime de responsabilidade. Como está em flagrante delito, se as instituições estivessem funcionando bem, deveria ser dada voz de prisão ao Senador Renan. Por oportuno, os demais senadores, sabedores de que o presidente da casa está praticando um crime de responsabilidade, passam a tornar-se cúmplices do Senador Renan se não intervierem nesta ação ilegal. Como todos sabem, a Lei 1079/50 faculta a todo cidadão de posse de todos os seus direitos e obrigações civis peticionar o impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal, e convém lembrar que o artigo 44 da mencionada Lei é cogente e dispensa prévio exame de admissibilidade: “Recebida a denúncia pela Mesa do Senado, será lida no expediente da sessão seguinte e despachada a uma comissão especial, eleita para opinar sobre a mesma”. Renan Calheiros não tem, portanto. qualquer direito de obstruir a leitura da petição do Dr. Ednei e está prevaricando. Há um necessário soerguimento moral dos Três Poderes, especialmente do Legislativo, mas estamos desejosos que a prática da moralidade comece no Congresso Nacional e que V.Exas. tenham uma conduta proba. Mas sabendo que o presidente da casa está praticando uma obstrução, uma ilegalidade e um crime de responsabilidade, seus pares se não reagirem a isso e ficarem passivos passam a ser cúmplices de Renan Calheiros, o que nenhum de nós queremos para outro senador. O Senador Renan Calheiros já tem um inevitável encontro ou com o ministro Teori Zavaski ou mesmo, talvez, com o Juiz Sérgio Moro. Não desejamos isso para nenhum outro parlamentar. Desejamos um Congresso Nacional honrado.

    (Como é um e-mail, aqui cabem várias assinaturas)

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