Em Maio de 2015 a informação oficial era a de que a fase de prospecção de ouro na localidade de Limpopo, município da Jamba, na província angolana da Huíla, termina em 2015, devendo a exploração do mineral arrancar no início de 2016. Hoje a informação indica que começará em 2018.

Regressemos a Maio de 2015. De acordo com a directora provincial da Indústria, Geologia e Minas, Paula Joaquim, os primeiros resultados da prospecção iniciada em 2012, naquela zona, a sul de Angola, apontam para a existência de ouro de qualidade e em quantidade, sinais que considerou bastante animadores.

“A geologia e minas está a contribuir para o processo de diversificação da economia nacional, e com a exploração de ouro na região da Jamba deverá participar no crescimento do país, o que poderá fazer esquecer a queda do preço do petróleo no mercado internacional”, referiu nessa data a responsável.

Paula Joaquim garantiu a existência de mão-de-obra capacitada para trabalhar no projecto e a eventual contratação de mais quadros.

Sobre o processo de prospecção de ouro no município de Chipindo, igualmente naquela província, iniciado em 2014, a responsável disse que são satisfatórios os trabalhos decorridos até ao momento, sem adiantar mais pormenores.

Em Setembro de 2014, numa entrevista à agência Lusa, o ministro da Geologia e Minas, afirmou que a produção industrial de ouro em Angola, actualmente com projectos em fase de prospecção, deverá arrancar em 2017.

Francisco Queiroz frisou que o levantamento geológico-mineiro que está em curso em todo o país vai também permitir obter “muita informação” sobre a localização do potencial de ouro em Angola.

“O ouro será seguramente um dos minerais que vai surgir no ampara geológico de Angola, entre outros”, disse na altura o ministro, sublinhando a intensão de Angola se tornar num dos “principais” produtores no continente africano.

A aposta neste subsector mineiro motivou a criação, em Maio de 2014, da Agência Reguladora do Mercado de Ouro de Angola.

Vejamos agora o que hoje é dito. A exploração industrial de ouro em Angola deve arrancar, pela primeira vez, em 2018, nas minas de Mpopo, comuna de Chamutete, município da Jamba, província da Huíla.

O presidente do Conselho de Administração da Ferrangol, Diamantino de Azevedo, confirmou que a empreitada será levada a cabo pela Sociedade de Metais Preciosos de Angola (Somepa), uma empresa público-privada de capitais totalmente angolanos, incluindo da própria Ferrangol.

Diamantino de Azevedo aludiu à conclusão dos trabalhos de prospecção e à elaboração dos estudos de viabilidade e de impacto ambiental, passos imprescindíveis ao arranque da exploração.

Enquanto aguarda pela licença de exploração, o que poderá acontecer ainda este ano, a Somepa está a criar as condições técnicas e humanas para iniciar a operação.

“Estamos em crer que, do ponto de vista cronológico e tendo em conta, também, que o preço do ouro conhece, neste momento, uma relativa estabilidade, é possível o cumprimento desse prazo”, garantiu Diamantino de Azevedo.

Na fase mais avançada, a exploração de ouro nas minas de Mpopo criará 200 novos postos de trabalho.

Existem igualmente notícias de ocorrências de ouro no Chipindo, também na Huíla, onde a prospecção está ser conduzida pela empresa angolana Lafech.

Ainda em relação ao ouro, está em curso a preparação da documentação para a autorização da prospecção de cinco projectos na província de Cabinda. Em preparação estão, igualmente, projectos de prospecção do ouro nas províncias do Cuanza Norte e Moxico.

No segmento do cobre ganham relevância os projectos de prospecção em curso nas províncias do Cuanza Sul e Cuando Cubango.

O do Cuanza Sul deve arrancar com a produção a curto prazo, enquanto no do Cuando Cubango prosseguem os acertos para parcerias.

Quanto a projectos de prospecção de terras raras, Longonjo, na província do Huambo, aparece na primeira linha, numa parceria entre empresas privadas angolanas e uma australiana.

Ao nível do manganês, está em curso o alinhamento de parcerias para dois projectos no Cuanza Norte.

Igualmente, na mesma província, segue em diante o projecto de ferro da Cerca, uma parceria com um grupo chinês.

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