O Bolha, do pasquim oficial de Angola, não pára de tentar surpreender-nos com as suas técnicas e tácticas do disparate, dos sofismas, das ambiguidades e das contradições bajuladoras. Não consegue, não é capaz de pensar duas vezes antes de dizer disparates.

Por Domingos Kambunji

Is seus filtros do bom senso estão demasiado enferrujados, esburacados. Apresenta sempre o mesmo discurso, demasiado primário, talvez inspirado nos plágios efectuados pelo seu amigo da propaganda sanzaleira, o Bolor, o que ele considera ser um dos melhores repórteres do mundo (do parasitismo e do oportunismo).

A sua ecolália escatológica parece ser a característica que mais define os megalómanos narcisistas do cabritismo angolano, os que usam a técnica da gasosa para prosperarem na vida (agora menos porque o “pitrol” está a dar menores quantidades de kumbu aos proxenetas do bordel zeduardano).

A mais recente investida do Bolha realiza-se através de uma incursão crítica sobre as eleições norte-americanas, declarando o seu apoio a Bernie Sanders. A contradição é tão aberrante que ele não chega a perceber que se um candidato com uma postura semelhante à do Bernie Sanders se apresentasse em Angola, rapidamente poderia acontecer-lhe um acidente, chocando contra uma bala disparada pelo MPLA, servir de alimentação aos jacarés do Bengo, ou ser preso, acusado, julgado e condenado por pertencer a uma Associação de Malfeitores e por tentativa de Golpe de Estado. Veja-se, por exemplo o que aconteceu com Marcos Mavungo. Disso o Bolha não fala.

O Bolha nunca se referiu aos discursos do Presidente Obama no Cairo, na União Africana, ou no funeral de Nelson Mandela. Será que o seu processamento mental se encontra afectado por andar a seguir os conselhos gastronómicos do João Galináceo Infantil, o Doutor Atum, com refeições em que os ingredientes já ultrapassaram o prazo de validade há muito tempo? Talvez sim, porque, como dizem os gastrenterologistas, as más digestões podem contribuir para a inibição da capacidade de raciocínio.

O sistema político norte-americano obriga os candidatos à Presidência a apresentarem-se em eleições a título individual. O sistema angolano, construído para favorecer os concorrentes do MPLA, obriga os candidatos a esconderem-se nas listas do partido, nas eleições para o paraLamento.

Vejamos algumas aberrantes contradições do Bolha, nas suas incursões no sistema norte-americano. Ele critica, usando as palavras de Bernie Sanders, o sistema judicial, que não é perfeito. O que dizer do angolano, depois de observarmos o macabro e sanzaleiro espectáculo em que condenaram os Revus?

Na América esses acusados passariam a ser acusadores , seriam indemnizados pelos danos causados, a procuradora, da cortina capilar na frente dos olhos, e o juiz, com estatuto e comportamento de feiticeiro aprendiz, seriam afastados e teriam de ir procurar um outro emprego, auferindo o ordenado mínimo estadual, que, como se sabe, na Federação americana, é diferente de Estado para Estado.

Qual é o ordenado mínimo nacional em Angola? Já estamos quase a perder as contas desse valor, depois de tanta inflação e da crónica desvalorização do Kwanza. Se o ordenado mínimo nacional nos EUA for aumentado para $15 dólares à hora, como propõe Bernie Sanders e apoia Hillary Clinton, quer isso dizer que os trabalhadores norte-americanos mais mal pagos auferirão num dia mais do que os trabalhadores angolanos recebem por um mês de trabalho.

Quais são os valores e a origem das fortunas pessoais do José Eduardo dos Santos e das suas mulheres e filhos? Barack e Michelle Obama, Natasha e Malia Obama seriam considerados financeiramente limitados se fosse feita a comparação com o clã Dos Santos.

“A mensagem de Bernie Sanders é muito fácil de perceber” e o Bolha tenta manipulá-la procurando lançar poeira nos olhos dos que pretendem compreender as negociatas que angolanos corruptos desenvolvem a partir da América Latina, desmascarados com a revelação dos Panamá Papers.

Sabe-se hoje que muitíssimo elevadas quantidades de dinheiro, roubadas da economia angolana e desviadas para o Panamá, serviram para adquirir ou corromper órgãos de informação, com o objectivo de amordaçarem as criticas à ditadura de Angola. A este respeito, assistimos, com muita perplexidade, à manifestação de repulsa do João, o tal intelectual que se diz defensor do socialismo democrático, o que Lambe as Botas do Patrão, contra a revelação desses corruptos.

O combate à pobreza é uma batalha muito difícil que os EUA têm de enfrentar, com a máxima honestidade. A taxa de desemprego nos EUA está em cerca de 4%. Qual é a verdadeira taxa de desemprego em Angola? Não consta que os EUA estejam a enfrentar epidemias de cólera, febre-amarela, tuberculose, malária…, aumento do número de leprosos, como acontece em Angola. Não consta que o EUA estejam dependentes de dádivas internacionais para tratarem doentes nem que haja dádivas internacionais a serem comercializadas em mercados paralelos, como acontece em Angola.

As leis e as práticas americanas na protecção de crianças e idosos são respeitadas e implementadas com elevada eficácia nos EUA. O que dizer, neste aspecto, sobre Angola? Quais são os números da mortalidade infantil e da esperança de vida nos EUA? E em Angola? Os mortos são tratados com dignidade nos hospitais americanos. E em Luanda, já para não questionar em todo o país?

Há alguns dias sentimo-nos muito orgulhosos por sabermos que o escritor José Eduardo Agualusa foi convidado para apresentar a sua obra em algumas das melhores universidades do Mundo, nos EUA? Quantas universidades angolanas estão classificadas entre as 100 melhores de África? Disseram-me que nenhuma! Porque será que o pasquim do Bolha tem tanto chipululo (inveja) do José Eduardo Agualusa?

Nos nossos estudos universitários também nos ensinaram a fazer a avaliação entre o investimento e a qualidade do produto e a diferença entre produção e eficiência. Existe um grande desvio na qualidade de raciocínio produzida pelo Bolha. Em países civilizados essa produção seria rejeitada pelo Controle de Qualidade, por ser muito deficiente.

O Reigime angolano investe muitíssimos milhões no director dum pasquim oficial para este produzir, exclusivamente, vapores do rego. O pasquim acaba por revelar-se como uma das muitas radiografias do Reigime. Este está muitíssimo doente e a medicação fornecida pela FMI (Farmácia para Mentecaptos Incompetentes) parece não ser suficientemente capaz de resolver tão graves patologias.

Um SINFO, PIDE do Reigime, no regresso a Angola, após deixar o seu filho a estudar num estabelecimento de ensino secundário nos EUA, disse-nos, em Newark, New Jersey: “o prêsidentê tem qui ter prêcentage nos negócio do país, pru isso é qui é prêsidentê”.

O filho de um dirigente do MPLA, que está a estudar numa universidade americana, confidenciou-nos: tens de perceber que os actuais dirigentes políticos de Angola, neste momento, têm de sacar o máximo de dinheiro possível, porque não sabemos o que vai acontecer no futuro. O Bolha está a tentar seguir esta estratégia, por isso é que, segundo dizem, está a ser perseguido pelo Tribunal de Contas de Angola.

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