Foram expulsos e repatriados um total de 4.243 cidadãos de nacionalidade estrangeira que se encontravam a trabalhar em Moçambique de forma ilegal, no primeiro trimestre do ano em curso.

Por Onélio Duarte
em Moçambique

“N ós continuamos preocupados com a situação de mão-de-obra ilegal”, disse hoje, em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, a ministra moçambicana do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS), Vitória Diogo.

Ainda no referido período, 586 estrangeiros foram suspensos. A ministra, apoiando-se na legislação moçambicana, entende que um trabalhador ilegal não pode continuar a realizar actividades laborais no país, a razão de haver tolerância zero para casos do género.

“Estes são os números que conhecemos e que foram processados, mas deve haver outros que desconhecemos, daí que apelamos que cumpram com as regras e que se aproximem as autoridades de trabalho e se inscrevam cumprindo com aquilo que a nossa lei define. Não precisam trabalhar fora da lei”, disse.

Actualmente, segundo Vitória Diogo, cerca de nove mil estrangeiros trabalham legalmente no Moçambique.

De referir que, o recrutamento e emprego ilegal de mão-de-obra estrangeira em Moçambique, ocorre sobretudo nas firmas “ou unidades de produção, desde as zonas urbanas até rurais, neste último caso com destaque para as zonas onde decorrem projectos inseridos nas prospecções e descobertas de recursos naturais, bem como para os sectores agrícola, comercial, construção civil, da indústria hoteleira e de turismo”.

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