O director da Autoridade Marítima de Portugal disse hoje em Luanda que a cooperação entre as marinhas de guerra portuguesa e angolana tem contribuído para o progressivo cumprimento de missões por Angola.

O também comandante-geral da Polícia Marítima de Portugal, vice-almirante António Silva Ribeiro, falava à margem da Conferência Internacional sobre Segurança Marítima e Energética, que hoje arrancou em Luanda.

António Silva Ribeiro, que na conferência será orador do tema sobre “Respostas à Insegurança Marítima: Enquadramento Jurídico e Coordenação Inter-regional”, sublinhou a solidez da cooperação entre as marinhas de guerra de Portugal e de Angola, assente fundamentalmente na formação de quadros.

Segundo António Silva Ribeiro, há vários anos que quadros angolanos têm sido formados através da cooperação portuguesa, quer em Angola quer em Portugal, potenciando assim os recursos humanos angolanos.

O director da Autoridade Marítima de Portugal frisou ainda a importância para Portugal da cooperação “entre dois países irmãos”, que “se fortalecem mutuamente nas suas capacidades, para que as suas forças armadas cumpram a missão essencial de garantir a segurança nos espaços marítimos”.

Sobre a segurança marítima na região do Golfo da Guiné, afectado nos últimos tempos pelo fenómeno da pirataria e a preocupação central desta cimeira de Luanda, António Silva Ribeiro disse que Portugal, no quadro das organizações de carácter bilateral e multilateral, tem estado empenhado em contribuir para a segurança daquela área.

“É frequente a visita de navios de guerra portugueses e de patrulhas, que colaboram nos esforços multinacionais de segurança na região”, disse o responsável, realçando a importância do esforço bilateral com Angola nesse domínio.

“A nossa cooperação é muito intensa e temos tido resultados excelentes que, espero, contribuam para que a marinha de Angola progressivamente vá fortalecendo as suas capacidades e cumprindo as suas missões bem como tem sido hábito”, destacou.

Na sexta-feira, o oficial da marinha de guerra portuguesa pretende abordar numa perspectiva multidisciplinar problemas que afectam a segurança no mar, nomeadamente temas de cariz diplomático, resultante dos processos de extensão da plataforma continental, problemas de natureza ambiental resultantes da sobre-exploração dos mares, da poluição e dos processos industriais.

Partilhe este Artigo