João Melo anda a tentar disputar a posição cimeira de Bento Kangamba no protagonismo da política re(i)gimental angolana. Vai ser muito difícil destronar o “giniral” dessa posição de destaque. Todavia ele parece não querer desistir de procurar ser o rei do disparate e, ao mesmo tempo, o bobo da corte no país dos kangambas do MPLA.

Por Domingos Kambunji

Aparentemente não estará a competir com outros kangambas, galináceos infantis ou louvalozédus, por desistência ou grande invalidez destes últimos.

Há alguns dias que o melro anda a cacarejar, sem grande sucesso, tentando convencer as pessoas de que as últimas eleições foram livres e democráticas e que não houve manipulação dos resultados. Nos países com processos eleitorais mais transparentes e democráticos, onde os verdadeiros jornalistas não têm necessidade de comprar licenciaturas, a preço de saldo, em países da América Latina, essa discussão não tem necessidade de acontecer porque são os cidadãos, não os governos, quem controla as votações e as contagens de votos são efectuadas nos locais de votação.

Nos Estados Unidos da América está neste momento a decorrer uma investigação, adulta, inteligente e imparcial, sobre a tentativa “putinesca” de influenciar as votações presidenciais. É óbvio que isso nunca acontecerá em Angola porque os “putininhos” do sistema cleptocrático não permitiriam. As eleições e os tribunais são propriedade do presidente do governo do MPLA para assim eternizarem no poder os kangambas do partido que planeou e executou as acções do 27 de Maio de 1977, iniciou a guerra civil em Angola e gere a corrupção de uma maneira evidente, transparente e descarada.

“Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras aos dos vizinhos” nem tentar “reptilizar” independentes. Mas o João não consegue arrepiar caminho, não é capaz de ganhar juízo.

A boçalidade do João é tão acentuada que ele pensa ser capaz de nos fazer acreditar que as eleições em Angola não são uma fraude. As eleições em Angola são uma farsa encenada pelo MPLA: os organizadores são dirigentes do MPLA, os controladores/patrulheiros são dirigentes do MPLA, os juízes que julgam o processo e as reclamações são sargentos do MPLA, a campanha eleitoral do MPLA é suportada por verbas do governo do MPLA e de empresas e individualidades subornadas pelo MPLA, os órgãos oficiais com cobertura nacional são controlados pelo MPLA, os debates têm como comentadores quase exclusivamente muitos “inteligentes” do MPLA, os moderadores dos debates, radiofónicos ou televisivos, na sua grande maioria, são muito matumbos e revelam um narcisismo fanático doentio…

Depois de se verificar tudo isto o João Melo ainda pretende convencer-nos de que as eleições não são uma fraude? A fraude é tão hipócrita que o MPLA consegue sempre obter grandes maiorias mas, por cobardia, não publica resultados iguais aos das eleições organizadas pelos ditadores Obiang, Kim Jong-un, Sadam Hussein, Bashar Al-Assad ou Putin, entre muitos outros ditadores. Essa artimanha tem por objectivo tentar fazer crer, aos mais distraídos, de que há eleições democráticas em Angola.

Ainda não há muito tempo o José Eduardo Agualusa tentou esboçar uma imagem do João Melo como uma personalidade revelando algum sentido crítico e alguma independência intelectual. Rapidamente o João veio a público com uma confissão desmentindo o Agualusa, reafirmando a fidelidade ao partido e a sua total dependência.

Não é de admirar que os órgãos oficiais de informa(ta)ção do MPLA continuem a dar espaço e tempo ao João Melo. No fim de contas, de acordo com a classificação do Legatum Intitute, em Educação, entre 149 países, no ano de 2016 Angola ocupava a posição 132. É por isso que os directores dos órgãos oficiais de informa(ta)ção e “educação patriótica” pensam que o João Melo, jornalista licenciado na América Latina, é muito inteligente.

Em Angola, país que em Educação ocupava a posição 132 no ano passado, entre 149 países, há vários kangambas que defendem que o Dengue Tchau Pinga, também conhecido por João “Malandro” Lourenço, deveria convidar o kangamba João Melo para Ministro da “Cumonicação” Social.

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