O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA reuniu-se em sessão extraordinária, sob a presidência de Isaías Samakuva, para analisar o processo eleitoral em curso e outros componentes da situação política, económica e social de Angola.

A UNITA congratula-se com a resposta positiva dos cidadãos ao seu apelo para se registarem e efectuarem a prova de vida e insta a entidade registadora a observar os preceitos legais relativos ao registo eleitoral e ao tratamento dos dados sob sua custódia, para permitir a produção de cadernos eleitorais correctos e garantir que todos os cidadãos angolanos maiores de 18 anos votem e que cada eleitor vote apenas uma vez.

O Comité Permanente constatou com preocupação que a Comissão Nacional Eleitoral, enquanto entidade supervisora do processo de Registo Presencial, permanece inoperante e silenciosa em todo o país.

O Grupo Parlamentar da UNITA vai exigir da Assembleia Nacional os esclarecimentos sobre o âmbito da supervisão, solicitados pelos Comissários Eleitorais, em petição colectiva, já em Julho do ano passado, garantindo partido uma postura dialogante e de cooperação com a CNE com vista a se identificar antecipadamente os riscos que ameaçam a integridade e a lisura das diversas fases do processo eleitoral e encontrar soluções adequadas para a sua boa gestão.

No domínio económico, a reunião constatou que o partido que trouxe a crise e conduziu Angola à falência já não tem soluções governativas para reduzir o défice orçamental, estancar a gangrena da corrupção, assegurar a sustentabilidade da dívida pública e viabilizar o futuro do país. Neste contexto, O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA alerta, mais uma vez, os angolanos para não se deixarem enganar, pois o anúncio da saída do Presidente da República não altera nada.

“Não há mudança nenhuma no país nem haverá mudança enquanto o MPLA estiver a governar. Não é a reforma de uma só pessoa que reforma o regime. Nem é a transferência do chefe da viatura para o banco de trás que altera o rumo do veículo. Ele continua a dirigir o veículo a partir do banco de trás, apesar de ter alugado um novo motorista”, afirma a UNITA.

Diz a UNITA que “o que Angola quer e o povo vai efectuar em Agosto, é a mudança de regime através de eleições livres, justas e transparentes. Só a mudança de regime irá estancar a corrupção para permitir a reforma do sistema de educação, do sistema de saúde e do sistema de governação, bem como a criação de milhares de empregos, a garantia da igualdade de oportunidades para todos e a justa repartição da riqueza nacional”.

Aos agentes económicos angolanos (empresários e outros detentores privados da riqueza nacional) a UNITA “reafirma a sua política de respeitar e proteger a livre iniciativa económica e empresarial, e a riqueza privada das pessoas singulares ou colectivas, independentemente da sua origem e da sua identidade política”.

A UNITA reitera também o seu compromisso com a paz e a democracia, pelo que condena o ressurgimento de actos de violência gratuita e de corrupção eleitoral orientados e protegidos pelas estruturas do Partido-Estado e alerta os angolanos para não caírem na armadilha da intolerância a fim de não se adiar o triunfo da mudança pacífica do regime em Agosto próximo.

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