Recentemente, na primeira metade do mês em curso, o radialista Cândido Fortunato, da Rádio, 5 canal desportivo da Rádio Nacional de Angola, lançou um alerta na emissão diária “Crónica do dia, ponto de vista, visto ponto a ponto” depois de ter feito uma “visita” de circunstância ao estádio 11 de Novembro.

Nessa visita verificou o estado de conservação em que o mesmo se encontra. O seu testemunho é uma denúncia aterradora do enorme desleixo e desprezo que os nossos (isto é como quem diz!) governantes votam aos bens e ao povo angolanos:

“Parece mentira, mas é verdade, o estádio 11 de Novembro, construído há pouco mais ou menos 7 anos, está à beira de ir abaixo! Quando para lá me desloquei em busca de alguns serviços públicos, já que à volta do estádio há lojas, restaurantes, bancos e mesmo um serviço de migração e estrangeiros, tive a oportunidade de fazer uma vistoria, uma “chekagem” sobre a conservação do mesmo e fiquei bastante preocupado, porque, felizmente, vi nascer aquela grande infra-estrutura que acolheu a CAN de 2010, (Copa de África das Nações) desde que foi posta a primeira pedra até à sua conclusão e inauguração.

O que constatei com olhos de ver é aterrador, os pilares que sustentam o próprio estádio estão a ceder, ou seja, estão a ser demolidos pelo próprio solo a um nível de 20 a 30 centímetros e, em alguns sítios, nota-se já a existência de ligeiras crateras que vão roendo a base dos pilares, além de que os tijolitos que formam a calçada estarem desnivelados ao ponto de formarem lombas aqui e ali e alguns deles estarem fora dos lugares em que foram postos. Pergunta-se: será que ninguém é capaz de ver isso!?

O estádio 11 de Novembro é simplesmente a maior de todas as construções erguidas para receber a CAN de 2010 e hoje podemos ver que as estruturas de base estão a ceder, podendo um dia causar graves dissabores àqueles que para lá se deslocarão para assistir a qualquer evento que aí seja realizado.

Nas repartições que pude visitar, as paredes apresentam fissuras numa abertura de 2 a 5 centímetros, o que ignifica que, se não forem tomadas as devidas medidas elas vão se alargar até poderão provocar a desagregação da parede. Também fui capaz de compreender que o terreno à volta do estádio não foi correctamente compactado, o que provoca essas lombas a que atrás me referi, principalmente na zona próxima da entrada principal do estádio, chamada zona VIP.

Portanto, o alerta está lançado a todos os que queiram tomar a peito esta preocupação, sob pena de termos algum dia uma verdadeira desgraça desportiva. Esperamos pois, que esta situação se possa corrigir quanto antes, porque sabemos que toda a obra de alvenaria tem de ser, de tempos a tempos, submetida a uma indispensável vistoria e manutenção.

O convite está feito e, quem tiver dúvidas, é só deslocar-se ao estádio 11 de Novembro e percorrer as zonas onde estão instalados os pilares que servem de suporte ao mesmo para poder ver com olhos de ver que alguns deles já estão a ceder, e a uma velocidade incrível, pois, apesar de a construção ser data de apenas há 7 anos o desnível visível a olho nu é, como já disse de 20 a 30 centímetros. E isso é preocupante, tanto assim que, quem de direito tem de tomar rédeas à situação”.

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