Não desejamos à Tchizé dos Santos as dores sentidas pelo pai e pela mãe do miúdo Rufino António, quando este foi morto por uma bala de alguém que obedece às “ordens superiores” do pai da Tchizé. O Rufino António apenas pretendia que não demolissem a barraca de chapa onde vivia, num bairro da lata.

Por Domingos Kambunji

Não desejamos à Tchizé dos Santos a dor sentida pelos familiares do jovem Ganga, quando este foi assassinado, cobardemente, por militares obedecendo às “ordens superiores” do pai da Tchizé.

Não desejamos que a Tchizé sinta a mesma dor pela partida de familiares, próximos ou distantes, que foi sentida pela família de Cassule e Camolingue, quando, depois de raptados, foram fuzilados por cangaceiros do MPLA, obedecendo às ordens superiores do pai da Tchizé.

Não desejamos à Tchizé a dor sentida pelas vítimas fuziladas no 27 de Maio, para que o pai da Tchizé pudesse ser Rei-Presidente de Angola durante quase quatro décadas e a Tchizé “empresária milionária”.

Não desejamos à Tchizé a dor sentida pelas vítimas mortais e pelos deficientes físicos e psicológicos resultantes da guerra civil iniciada pelo MPLA, que o partido da Tchizé venceu porque conseguiu matar mais.

Não desejamos à Tchizé a dor sentida pelas mães angolanas que viram os seus filhos partir ou ficarem com o seu futuro comprometido, irreversivelmente, em termos físicos e mentais, como consequência da fome, da subnutrição e das epidemias.

Não desejamos à Tchizé a dor dos familiares das pessoas que morreram nos hospitais de Angola devido à falta de medicamentos, para que a Tchizé, irmãos, familiares próximos e generais comensais possam ser multimilionários.

Não desejamos à Tchizé a dor de angolanos que viram partir familiares, próximos e distantes, que nunca receberam assistência médica, porque falta dinheiro, após as “abifações” permitidas pelas “ordens superiores” do pai da Tchizé.

A Tchizé diz que está doente e sente muitas dores. Aguenta-te rapariga, vai-te tratar e deixa de ser chorona. Certamente que não irás receber o mesmo tipo de negligência, um comportamento javardo, que muitíssimos milhões de angolanos têm recebido da governação do teu papá Zé Eduardo.

Tchizé, ainda não foste para Barcelona em visita privada? E para Londres, Boston, Brasília, Paris ou Mónaco? Deixa-te de fazer chulé físico e mental, ó Tchizé!

A Tchizé deseja “mal à pessoa que escreveu o artigo contra o narcisismo matumbo da Tchizé e às pessoas que fizeram a encomenda do mesmo, que sejam todas atingidas pela mesma doença que infelizmente estou a combater”.

Este tipo de manifestação boçal é um retrato exacto do que é a Tchizé em termos de raquitismo mental.

Não foram essas pessoas que encomendaram a tua doença e, por isso, deixa-te de palermices. Tchizé, deixa-te de te armar em feiticeira émepeleira. Fica-te mal publicitares o teu patético processamento mental.

Queres que tenhamos pena de ti, Tchizé? Não temos.

Felizmente trabalhamos diariamente, com muita alegria, para tentar facilitar a possibilidade de crianças para que tenham um futuro o melhor possível, sempre aquém do normal. Não carpimos mágoas quando oferecemos a máxima atenção, dedicação e profissionalismo na actividade que desempenhamos sempre orientados por um ideal holístico.

Queres que tenhamos pena de ti, Tchizé? Não temos. Vai-te tratar e deixa de chorar. Depois, quando já estiveres reestabelecida, aproveita a oportunidade para fazeres um exame de consciência e devolve às famílias dos angolanos que referimos anteriormente, os que viram os seus familiares partir, devido à negligência, incompetência e ditadura do teu pai, o dinheiro de que te apropriaste indevidamente, para poderes ser “empresária milionária”.

A Tchizé diz que só se ausenta do trabalho por questões de doença?!… Não é isso que deixa transparecer a investigação criminal que está a ser efectuada pelo Sistema judicial de Portugal!

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