ANGOLA. Cerca de 400 novos agentes da Polícia de Trânsito de Luanda começam nos próximos dias a substituir os atuais colegas, medida com que o comando-geral da polícia angolana diz querer acabar com as famosas “gasosas” dos automobilistas.

A posição foi transmitida pelo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Ambrósio de Lemos Freire dos Santos, que presidiu ao acto formal de troca de efectivos daquela unidade.

Os agentes agora substituídos vão receber formação noutras especialidades, como Ordem Pública, Guarda Fronteira e Investigação Criminal, podendo dar continuidade à carreira policial.

Já os novos polícias, que terminaram agora a formação e que assumem progressivamente funções, foram avisados pelo comando sobre as “medidas severas” a que todo o efectivo está sujeito, no que toca aos célebres pedidos de “gasosa” ou “saldo”: pagamentos feitos pelos automobilistas, para escaparem à multa.

“Os automobilistas devem evitar subornar os agentes do trânsito, sob pena de serem encaminhados a tribunal”, disse ainda Ambrósio de Lemos, criticando a conduta de reguladores e fiscalizadores de trânsito, ameaçando com processos disciplinares que podem vir a culminar com a sua expulsão da corporação.

Garantiu ainda que a prioridade dos agentes será a acção “de forma educativa e preventiva”, para melhorar a ordem do caótico trânsito de Luanda.

“Esta troca de efectivos representa a preocupação do Ministério do Interior e do comando-geral da Polícia Nacional em servir cada vez melhor a população e dignificar o bom nome que a polícia já granjeou e que tem sido manchado por práticas incorrectas de alguns efectivos da Unidade de Trânsito”, concluiu Ambrósio de Lemos.

Fonte Lusa

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