A Alemanha, cuja associação das agências de viagens, DRV, realiza este ano o seu congresso anual em Lisboa, foi o país emissor que maior contributo teve para o aumento das receitas turísticas portuguesas no primeiro semestre, com uma subida de 77,36 milhões de euros, de acordo com dados do Banco de Portugal. Mas Angola também está no top.

O s dados mostram que dos 12 principais emissores para Portugal em valor dos gastos dos seus residentes, apenas da Irlanda houve uma descida, em 2,2% ou 2,32 milhões.

Dos restantes 11, depois dos residentes na Alemanha, os maiores aumentos, e também acima de 70 milhões de euros, estiveram os turistas procedentes do Reino Unido, com mais 75,08 milhões, e de Espanha, com mais 74,28 milhões.

Os residentes em Angola realizaram o 4º maior aumento, em 54,06 milhões, seguidos pelos residentes em França, com mais 44,67 milhões, na Holanda, com mais 37,10 milhões, na Bélgica, com mais 22,73 milhões, e em Itália, com mais 21,69 milhões.

Com aumentos inferiores a 20 milhões de euros estiveram os residentes no Brasil, com mais 12,42 milhões, na Suíça, com mais 10,31 milhões, e nos EUA, com mais 7,10 milhões.

Em variações percentuais, os dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR mostram que oito dos 12 principais emissores tiveram aumentos a dois dígitos, destacando-se a Itália, com +32,9%. Seguiram-se, com aumentos acima de 20%, a Holanda, com +21,8%, a Bélgica, com +21,2%, e Angola, com +21%.

Depois, mas ainda com crescimentos acima do aumento médio das receitas turísticas portuguesas no primeiro semestre, que foi de 12,2%, estiveram a Alemanha, com +17,8%, e Espanha, com +15,5%.

Abaixo do aumento médio, mas ainda com subidas a dois dígitos, estiveram o Reino Unido, com +10,5%, e a Suíça, com +10%.

Depois vieram França, com +7%, Brasil, com +6,9%, Estados Unidos, com +3,5%, e a Irlanda, com a única queda do semestre entre os maiores emissores, com -2,2%.

Apesar destas variações, o Reino Unido manteve-se no primeiro semestre o país de origem dos turistas que mais gastos realizam em Portugal, com 790,9 milhões de euros, seguido por França, com 678,50 milhões, Espanha, com 553,68 milhões, Alemanha, com 512,43 milhões, e Angola, com 311,41 milhões.

O 6º emissor é os EUA, com 208,08 milhões, seguindo-se a Holanda, com 207,49 milhões, o Brasil, com 192,02 milhões, a Bélgica, com 130,02 milhões, a Suíça, com 113,13 milhões, a Irlanda, com 105,45 milhões, e Itália, com 87,60 milhões.

Assim, 17,2% das receitas turísticas portuguesas do primeiro semestre foram ‘deixadas’ por turistas procedentes do Reino Unido, que no período homólogo de 2014 representaram 17,5%.

Igualmente a baixar a participação e também por um crescimento relativo menor que a média esteve França, que baixou de 15,5% para 14,8%.

Em alta, pelo contrário, estiveram Espanha, com um reforço de 11,7% para 12,1%, Alemanha, com a maior subida do semestre, de 10,6% para 11,2%, e Angola, com a segunda maior subida, de 6,3% para 6,8%.

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