O ministro da Administração Interna de São Tomé e Príncipe solicitou hoje o apoio de Angola no combate à imigração ilegal que se verifica no arquipélago e na prevenção de crimes internacionais, nomeadamente o terrorismo.

A rlindo Ramos, que chegou hoje a Luanda para uma visita de cinco dias, reuniu com o seu homólogo angolano, Ângelo Veiga Tavares, com quem analisou o protocolo de cooperação entre os dois países.

Em declarações à imprensa, no final do encontro, o governante são-tomense referiu que existem sinais de novas formas de crimes, uma preocupação que veio partilhar com Angola, no sentido de as colmatar.

“Neste momento, o Boko Haram ganha terreno e não está só sedeado na Nigéria, mas vai atingindo alguns países vizinhos e nós também precisamos prevenir sobre esse aspecto”, disse o ministro.

Por outro lado, Arlindo Ramos sublinhou que o país insular tem uma proximidade da Nigéria, devido à zona conjunta que partilham, havendo uma tendência da migração nigeriana para São Tomé e Príncipe.

“Precisamos também do apoio de Angola para nós controlarmos essa migração nigeriana, que por vezes nos escapam alguns aspectos muito preocupantes”, realçou o governante.

A nível interno, o titular da pasta da Administração Interna são-tomense disse que a sua viagem a Luanda visa também solicitar a ajuda de Angola na formação dos quadros da polícia.

“Precisamos mudar a forma de agir, de actuar da própria polícia e de outros serviços de apoio também à própria polícia. Foi garantida (formação) e pensamos que dentro de dias iniciaremos essa formação, porque é da nossa parte que temos que criar algumas condições, o centro de formação e Angola porá os instrutores à nossa disposição para o fazer”, frisou.

Arlindo Ramos sublinhou que a polícia são-tomense tem hoje “um comando novo, com jovens”, e precisa da ajuda angolana para a transformação daquele órgão, com destaque para os serviços de segurança, migração e protecção civil e bombeiros.

Por sua vez, o ministro do Interior de Angola, Ângelo Veiga Tavares, reafirmou a disponibilidade angolana de continuar a cooperar com o Governo são-tomense, no sentido de melhorar a capacidade de resposta dos seus quadros.

A delegação são-tomense é composta pelo comandante-geral da Polícia, o inspector-geral da Polícia e o assessor do Primeiro-ministro para a Segurança.

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