Portugal vai começar este mês a exportar carne e vegetais para Cuba, país com quem assina um entendimento para agilizar os negócios e colmatar as quebras com o embargo da Rússia e com as restrições de Angola, anunciou hoje em Berlim o secretário de Estado Alimentação.

“A inda este mês teremos resposta positiva de Cuba para um conjunto de empresas que visitaram em Dezembro e cujo resultado foi extremamente positivo”, afirmou aos jornalistas Nuno Viera e Brito, adiantando que “ainda este mês” cerca de 20 empresas vão começar a poder exportar para Cuba “conservas, transformados de vegetais, carne de porco e de aves e lacticínios”.

O governante disse ainda que até Março, vai ser assinado com aquele país “um memorando para agilizarmos procedimentos de habilitação de empresas e oportunidade de negócio”.

O secretário de Estado da Alimentação falava durante uma visita às empresas que estão representadas até sexta-feira na Fruit Logistica, considerada a maior feira mundial de promoção de frutas e legumes, em Berlim, Alemanha.

Ainda este mês, Portugal deverá conseguir penetrar também na Colômbia com peras, uvas e citrinos e no México, com peras e maçãs.

Para desbloquear a entrada de frutas noutros mercados, existem negociações em países da América Latina, como Costa Rica e Peru, e no Médio e Extremo Oriente, como Japão, para o caso da cereja, a China, para as frutas, como citrinos, uvas e kiwis, Indonésia, para maçãs e peras, Índia, para pera, maças e citrinos.

“Na área do sector animal, estamos muito bem encaminhados para terminar a entrada de carne de porco na China, o que seria uma vitória imensa, mas também no Vietname”, acrescentou.

Nuno Vieira e Brito defendeu que é necessário “procurar mercados alternativos” para compensar quebras em Angola e com o embargo da Rússia aos produtos europeus.

Segundo o responsável, o embargo da Rússia significou para Portugal 10 milhões de euros não facturados, entre carne (sete milhões), frutas (dois milhões) e lacticínios (um milhão)

Contudo, “a quebra foi compensada com mercados alternativos, como o Japão no caso da carne, e com o aumento das exportações para os mercados europeus, quanto às frutas”.

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