A construção do porto de águas profundas de Cabinda, obra orçada em cerca de 500 milhões de euros, arranca em Junho, mas os trabalhos preparatórios já estão em curso, anunciou hoje a governadora provincial.

A ldina da Lomba Catembo ediz que “estão a fazer-se as infra-estruturas de apoio [à construção] e em Junho de 2015 arrancam as obras propriamente ditas”.

Anteriormente, em declarações à Lusa, a responsável afirmou tratar-se do maior investimento já realizado no enclave, permitindo “tirar Cabinda do isolamento”, tendo em conta a descontinuidade de cerca de 60 quilómetros do restante território angolano.

“O porto de águas profundas vai constituir para a província de Cabinda o maior investimento feito no período pré ou pós-independência [de Angola]”, garantiu.

A construção desta infra-estrutura marítima, na localidade de Caio Litoral, resulta de uma parceria público-privada e será concretizada em três fases.

A primeira fase da obra consiste na construção das infra-estruturas portuárias e implementação de uma área de serviços de carga de 100 hectares.

Segundo dados entretanto disponibilizados pela empresa concessionária, responsável pela construção e pela futura exploração do porto, esta primeira fase – já com os empreiteiros seleccionados – envolve ainda a implementação de um cais com 775 metros de cumprimento.

Permitirá a atracagem de navios de grande dimensão e deverá criar, segundo os promotores, cerca de 1.500 postos de trabalho.

“O porto de águas profundas vai trazer desenvolvimento a Cabinda. Além de contribuir para que mais rapidamente a matéria-prima chegue à província, vai também ligar-nos ao resto do país, facilitar as trocas comerciais com outras províncias, pôr-nos mais perto do exterior”, sublinhou Aldina da Lomba Catembo, em Julho passado.

A infra-estrutura será rentabilizada através da exportação da produção local, nomeadamente madeira, café e produtos agrícolas.

“Esta situação [por ser um enclave] tem prejudicado o processo de industrialização da província porque os nossos produtores ficam sem possibilidade de escoarem os seus produtos”, reconheceu a governadora.

A responsável garantiu também que o novo porto inverterá o isolamento de Cabinda, ao mesmo tempo que reforçará as ligações comerciais com os vizinhos da República Democrática do Congo e da República do Congo, que poderão utilizar aquela infra-estrutura.

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