O número de imigrantes ilegais expulsos de Angola aumentou mais de 50% no espaço de uma semana, para quase um milhar, indicam dados disponibilizados hoje pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

O s números dizem respeito ao período entre 16 e 22 de Julho, com o SME a informar que “afastou” de Angola, por via administrativa e judicial, 946 estrangeiros que residiam no país “em situação migratória ilegal”. Trata-se de um aumento de 322 casos (51,6%) face às expulsões registadas na semana anterior.

O controlo da imigração ilegal tem sido uma prioridade defendida pelo Governo, nomeadamente face à vasta fronteira terrestre, mas depara-se com a falta de meios e recursos humanos suficientes para assegurar essa vigilância.

Segundo informações que as autoridades vão tornando públicas, um dos focos da incidência destas situações de permanência ilegal no país acontece no interior norte de Angola, com centenas de cidadãos da vizinha República Democrática do Congo (RDCongo) detidos no garimpo, também ilegal, de diamantes.

No âmbito da realização de operações de fiscalização nas áreas de maior concentração de estrangeiros ilegais em Cabinda, acrescenta o SME, e devido as campanhas de sensibilização feitas na província diamantífera da Lunda Norte, saíram voluntariamente do país, neste período, 414 cidadãos da RDCongo.

Além disso, indicam os números oficiais do SME, estão contabilizados actualmente, através dos Centros de Detenção de Estrangeiros Ilegais, 634 cidadãos detidos por situação migratória irregular – mais 81 casos numa semana – e que “aguardam o regresso para os respectivos países de origem”.

São maioritariamente (250) da RDCongo, mas há também 104 cidadãos da Guiné-Conacri na mesma situação, de acordo com os mesmos dados.

Ainda segundo o balanço mais recente do SME, no mesmo período, por infracções migratórias, foram aplicadas multas a 118 cidadãos e 20 empresas.

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