Depois de múltiplos ataques para porem KO o site do Folha 8 (tal como fazem em relação à edição em papel), os mercenários – escondidos com o rabo de fora – conseguiram na passada sexta-feira, dia 27, aquilo que para os seus mentores foi julgado como um eterno orgasmo. Mandaram-nos ao tapete.

Por Equipa Folha 8

M as, mais uma vez, o tiro saiu-lhes pela culatra. Não fomos nem seremos derrotados porque nunca deixaremos de lutar. Estamos de volta. O nosso compromisso sagrado é com quem merece todo o nosso esforço: o Povo. Assim vai continuar.

De acordo com a equipa que nos trata da segurança do servidor, o que se verificou foi uma intrusão com colocação de software malicioso, denominado ‘malware’. O intuito deste era causar danos no nosso servidor incapacitando-o e também colocar na plataforma Google um aviso a dizer a todos os utilizadores que o nosso site poderia danificar o computador destes.

O ataque veio da OVH SAS localizada em França, não sendo ainda possível determinar se o mesmo partiu de lá, ou, como é habitual, se tenta mascarar a origem do ataque usando servidores ‘em ponte’ no caminho.

O nosso servidor e site contam já com 38 tentativas de intrusão desde o lançamento a 19 de Novembro e só em Fevereiro foram 11. Tudo temos feito para que este tipo de problemas não ocorra e daí termos, a nível técnico, uma equipa internacional que trata apenas de aspectos de segurança porque fomos aprendendo com o que foi acontecendo a sites que, tal como nós, não são alinhados com o regime.

Mas, como diz o nosso chefe de segurança, Dinesh Ishan, não existem sistemas impenetráveis e a única forma de se estar 100% seguros é não estar ligado a nada. Ele recorda que o próprio The New York Times, que é o maior website mundial em jornais, com múltiplos servidores em cloud, também foi abaixo fruto de um ataque concertado aos seus servidores.

Dinesh Ishan garante que temos as melhores ferramentas para a plataforma que escolhemos e temos meios de perseguir, até ao limite do possível, os autores deste ataque. Já começámos a fazê-lo reportando e pedindo dados à empresa de onde partiu o ataque directo ao nosso servidor.

O nosso servidor é no momento o mais rápido em tempos de carregamento, funcionalidades e segurança, mas desta vez não pudemos como das outras 37 vezes parar o ataque. Para segurança de todos vimo-nos forçados a suspender o nosso servidor para repormos as definições de origem (reformatar) e fazermos a actualização do nosso site no ponto em que este estava estável e sem a presença deste software que procuraria apoderar-se do servidor por razões ainda desconhecidas, mas que estão e serão investigadas.

Pelo transtorno a todos os nossos leitores pedimos as nossas desculpas, isto abala-nos porque somos no momento o site angolano de jornais que maior crescimento verifica, mas faz-nos crer que é também por isso que devemos lutar pela verdade e continuar a resistir.

Queremos igualmente agradecer o apoio e a solidariedade, individual e colectiva, que diariamente recebemos de todo os cantos do mundo. Esperamos continuar a ser dignos da amizade, muitas vezes crítica, dos nossos leitores e de alguns colegas.

Um obrigado muito especial à equipa do Página Global que, para além da solidariedade, acompanhou e divulgou em permanência esta nossa luta.

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